EUA e Cuba se reúnem para discutir caso de americano preso

Alan Gross está detido na ilha sob suspeita de espionagem; não houve avanços na discussão

AP,

18 de outubro de 2010 | 17h54

HAVANA- O Departamento de Estado norte-americano informou nesta segunda-feira, 18, que seu principal diplomata para a América Latina se reuniu com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, para discutirem o futuro de um americano preso há quase onze meses na ilha sob suspeita de espionagem.

 

A reunião entre o secretário assistente de Estado Arturo Valenzuela e Rodríguez aconteceu em 24 de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York. O encontro é um dos de mais alto nível realizados entre os dois países desde que o presidente Barack Obama assumiu o poder, em 2008.

 

Um funcionário do Departamento de Estado descreveu a reunião entre Valenzuela e Rodríguez como breve "cordial", mas ressaltou que não houve avanços importantes no caso, nem discussões significativas sobre outros temas.

 

Alan Gross, de 60 anos, trabalhava para uma companhia contratada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) quando foi preso em 3 de dezembro de 2009 e enviado à prisão de alta segurança de Villa Marista. Ele não foi acusado formalmente de nenhum crime, mas o presidente Raúl Castro o acusa de espionagem.

 

O porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, disse que os EUA continuam trabalhando para libertá-lo. "Esperávamos que isso ocorresse hoje, mas isso depende do governo cubano".

 

Em um possível sinal de avanço, Cuba permitiu que a mulher de Gross, Judy, o visitasse pela primeira vez em agosto. Diplomatas americanos insistem que ele é inocente e que sua detenção dificulta a melhora de relações entre os dois países.

 

Os laços Washington e Havana têm melhorado pouco nos últimos anos, apesar das esperanças de que o governo Obama abriria novos horizontes às relações diplomáticas.

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