EUA e Egito selam acordo em negociação sobre pacto nuclear

Estados Unidos e Egito selaram um acordo sobre uma iniciativa para pressionar Israel a pôr fim a qualquer bomba atômica que o país tenha, numa tentativa de evitar o colapso das conversações para reforçar o pacto global contra as armas nucleares, informaram enviados na sexta-feira.

LOUIS CHARBONNEAU, REUTERS

28 Maio 2010 | 16h00

Eles disseram, no entanto, que não está claro se o Irã tentaria bloquear a aprovação de uma declaração final, que já foi aprovada pelos outros 189 signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), de 1970, que têm se encontrado há um mês para discutir maneiras de reforçar o pacto.

"Temos um acordo com o qual todos podem conviver," disse um diplomata ocidental à Reuters. "A questão agora é se o Irã fará a coisa certa."

O último esboço da declaração final da conferência pede que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, organize um encontro com todos os países do Oriente Médio em 2012 para discutir como tornar a região livre de armas nucleares e de outros tipos de armas de destruição em massa, como o exigido por uma resolução de 1995 do TNP.

O documento também exorta Israel a assinar o TNP e a colocar suas instalações nucleares sob as salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica --trecho que os norte-americanos quiseram excluir. Ao final, eles recuaram, a fim de salvar a conferência, disseram delegados à Reuters.

A criação de uma zona livre de armas de destruição em massa forçaria Israel a abandonar mais cedo ou mais tarde quaisquer armas atômicas que possa ter. Acredita-se que o Estado judeu --que, assim como Índia e Paquistão, nunca assinou o TNP-- tenha um arsenal nuclear considerável, informação que não é confirmada nem negada pelas autoridades israelenses.

Israel não está participando da conferência do TNP.

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