EUA e Grã-Bretanha suspendem ajuda ao norte da Síria

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha suspenderam a ajuda não-letal ao norte da Síria depois que combatentes islâmicos se apoderaram de depósitos de armas de rebeldes apoiados por países ocidentais, aumentando os temores de que os suprimentos possam ir parar em mãos erradas.

Reuters

11 de dezembro de 2013 | 21h05

O grupo rebelde Exército Livre Sírio, que combate o presidente Bashar al-Assad, disse que a iniciativa dos EUA e da Grã-Bretanha foi apressada e equivocada.

"Esperamos que nossos amigos repensem e esperem alguns dias, quando as coisas estarão mais claras", afirmou o porta-voz do Exército Livre Sírio, Louay Meqdad.

Em Washington, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, declarou que os EUA estavam preocupados com relatos de que as forças da Frente Islâmica haviam tomado os edifícios em poder do Conselho Militar Sírio, que é nominalmente responsável pelo grupo Exército Livre Sírio.

"Como resultado da situação... os Estados Unidos suspenderam toda a distribuição de ajuda não-letal ao norte da Síria", afirmou Earnest, acrescentando que a assistência humanitária não se enquadra nesta medida.

A suspensão evidencia a crise na liderança do grupo rebelde Exército Livre Sírio, que precisa de apoio internacional para reforçar sua credibilidade e impedir que seus combatentes se unam a militantes islamistas apoiados pela Al Qaeda que agora dominam a guerra contra Assad.

Militantes da Frente Islâmica, formada por seis grandes brigadas rebeldes e que na semana passada anunciou ter se livrado do Exército Livre Sírio, assumiram o controle da sede do Conselho Militar Sírio e se apoderaram de depósitos de armas na passagem de Bab al-Hawa, na fronteira noroeste da Síria com a Turquia.

(Reportagem de Dasha Afanasieva e Humeyra Pamuk)

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