EUA entraram em fase de 'fim de jogo' no Iraque, diz Gates

O secretário norte-americano deDefesa, Robert Gates, disse na quarta-feira que a guerra noIraque entrou na fase de "fim de jogo", mas que o próximopresidente dos EUA deve manter a abordagem cautelosa no que dizrespeito à retirada de tropas. "Nossas decisões hoje e nos próximos meses serão críticaspara a estabilidade regional e para os nossos interesses desegurança nacional nos próximos anos", disse Gates aparlamentares dos EUA. "Alertei que, a despeito do que se pense a respeito dasorigens da guerra no Iraque, nós devemos acabar direito com ojogo por lá. Acredito que agora chegamos a esse fim de jogo",disse ele. Gates disse que a espiral de violência no Iraque foirevertida, mas que a situação continua frágil, apesar dosavanços políticos nos últimos 18 meses. O presidente George W. Bush anunciou na terça-feira umaredução modesta nas forças dos EUA no Iraque, com a retirada de8.000 soldados até fevereiro -- restarão ainda 138 mil. Algumasunidades que deveriam ir para o Iraque rumarão para oAfeganistão, onde os ataques de insurgentes vêem crescendo. A eventual desocupação do Iraque dependerá do sucessor deBush. O republicano John McCain, a exemplo do atual presidente,acha que o Iraque é prioridade e que as tropas só devem sairquando os comandantes considerarem seguro. Já o democrata Barack Obama propõe retirar as tropas decombate em 16 meses e enviar reforços para o Afeganistão, ondeatualmente os EUA têm 33 mil militares. Desde que substituiu Donald Rumsfeld, no final de 2006,Gates vem tentando estabelecer pontes com a oposição democrata.Mas também alerta repetidamente que uma derrota dos EUA noIraque afetaria muito a credibilidade do país no Oriente Médio. Seus novos comentários parecem particularmente voltadospara Obama e outros democratas. "Conforme nos aprofundamos no fim de jogo, peço aos nossoslíderes nacionais que implementem estratégias que, emborareduzindo constantemente nossa presença no Iraque, sejamcautelosas e flexíveis, e levem em conta o conselho dos nossoscomandantes e líderes militares", afirmou. "Também pediria aos nossos líderes que tenham em mente quedevemos esperar nos envolver no Iraque pelos próximos anos,embora de formas diferentes e cada vez mais limitadas."

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