EUA estão dispostos a dar tempo para que Irã avalie acordo

Os Estados Unidos estão dispostos a dar ao Irã algum tempo para decidir se aceita ou não uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) destinada a afastar as suspeitas com relação ao programa nuclear do país, disse um diplomata dos EUA nesta segunda-feira,

MARK HEINRICH, REUTERS

09 Novembro 2009 | 18h45

O Irã defendeu emendas, mas não rejeitou totalmente a sugestão para abrir mão do seu arsenal de material nuclear que poderia ter finalidade bélica para, em troca, receber combustível para suas atividades de medicina nuclear.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) sugeriu que o Irã deposite seu estoque nuclear em um terceiro país considerado amigável, como a Turquia, enquanto aguarda a chegada do combustível estrangeiro.

Autoridades iranianas e turcas discutiram a ideia nesta segunda-feira durante uma conferência de países islâmicos em Istambul, disseram autoridades turcas sem dar detalhes.

A Turquia, que tem boas relações com o vizinho Irã, se diz disposta a mediar um acordo da República Islâmica com os governos ocidentais, que desconfiam das intenções do programa atômico iraniano.

Uma fonte oficial iraniana rejeitou a ideia de enviar o urânio baixamente enriquecido para um terceiro país, mas uma resposta oficial ainda não foi dada.

"Tem havido comunicações para lá e para cá. Estamos na prorrogação dessas negociações. Às vezes é assim que essas coisas são", disse Glyn Davies, embaixador dos EUA junto à AIEA.

"Queremos dar algum espaço para que o Irã resolva isso. É uma questão difícil para eles, obviamente, e torcemos por uma resposta positiva e rápida dos iranianos."

No ano que vem deve terminar o estoque iraniano de um combustível nuclear de fabricação especial, que foi importado em 1993 para alimentar um reator de pesquisas que produz isótopos radiativos para o tratamento do câncer.

Potências ocidentais dizem que a atual proposta seria benéfica para todos, já que garantiria as necessidades do Irã, mas impediria a formação de um estoque de combustível nuclear suficiente para o desenvolvimento de armas nucleares.

(Reportagem adicional de Ibon Villelabeitia em Istambul e de Sarah Marsh em Berlim)

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