Jim Young/Reuters
Jim Young/Reuters

EUA fariam de novo ação similar à que matou Bin Laden

Presidente norte-americano disse que respeita a soberania paquistanesa, mas que segurança dos EUA é prioridade

AE, Agência Estado

22 de maio de 2011 | 10h00

Os Estados Unidos realizariam uma operação similar à que matou o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, se outro líder militante fosse encontrado no Paquistão ou em outro lugar, afirmou o presidente norte-americano, Barack Obama, em entrevista à BBC hoje.

Falando antes de uma visita à Europa, Obama disse que Washington respeita a soberania paquistanesa, porém pode tomar ações unilaterais se necessário. "Nossa tarefa é fazer os Estados Unidos seguros", afirmou Obama na entrevista. "Nós respeitamos muito a soberania do Paquistão. Mas não podemos permitir que alguém planeje ativamente matar nosso povo ou aliados do nosso povo. Nós não podemos permitir a realização desse tipo de plano ativo sem tomar qualquer atitude."

Obama também afirmou que o conflito no Afeganistão não pode ser resolvido militarmente, mas notou que o aumento no número de tropas controlou o Taleban e ajudou na busca por uma solução política para a reconciliação nacional. Segundo Obama, é preciso que o Taleban corte todos os vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda e renuncie à violência, além de respeitar a Constituição afegã.

O presidente dos EUA também reafirmou que as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, devem ser a base para as negociações entre Israel e os palestinos. Essas são as fronteiras também defendidas pelas Nações Unidas. Porém Obama notou que o esforço dos palestinos para obter reconhecimento formal para seu Estado na ONU é problemático. Ele ressaltou que as duas partes devem chegar a um acordo.

Obama saudou os levantes populares no Oriente Médio e no norte da África. "Os Estados Unidos ficam ao lado daqueles que pelos meios não violentos tentam conseguir uma vida melhor para eles e suas famílias", disse. Segundo ele, os EUA apoiam esses esforços.

No campo doméstico, Obama disse que a economia é o "foco número um". Ele listou sucessos na reforma da saúde, na educação e em iniciativas por energia limpa, mas reconheceu que os EUA precisam resolver temas como uma reforma na lei de imigração e na lei de energia. Obama parte para a Europa ainda neste domingo, onde primeiro visita a Irlanda, depois Reino Unido, França e Polônia. As informações são da Dow Jones.

Veja também:

linkPedido de reconhecimento de Estado palestino é 'pouco realista', diz Obama

Tudo o que sabemos sobre:
ObamaBin Laden

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.