EUA impõem sanções a deputado sírio ligado a Assad

Os Estados Unidos estenderam na quinta-feira suas sanções à Síria para ampliar um deputado que supostamente age como testa-de-ferro do presidente Bashar al Assad e do seu irmão.

DAVID LAWDER, REUTERS

04 de agosto de 2011 | 18h37

Essa é a quarta rodada de sanções dos EUA contra o governo da Síria, como retaliação pela violenta repressão a manifestantes desarmados que pedem democracia no país.

As medidas não atendem a apelos de dissidentes sírios e de alguns senadores norte-americanos que esperavam restrições contra o setor de gás e petróleo da Síria.

As sanções adotadas até agora atingiram Assad, seu irmão Mahir e outros altos funcionários do governo, além das forças de segurança, mas tiveram poucos resultados concretos.

A inclusão do deputado Muhammad Hamsho e da sua empresa, a Hamsho International Group, na lista de sanções significa que empresas dos EUA ficam proibidas de fazer negócios com eles, e que bens do parlamentar e da sua companhia podem ser congelados se estiverem sob jurisdição norte-americana.

O Tesouro disse que Hamsho tem estreita ligação com os irmãos Assad, e age como testa-de-ferro dos interesses empresariais de Mahir. O governo norte-americano diz que não descarta adotar novas sanções à Síria.

O Hamsho International Group está ligado à produção de metais, equipamentos de construção e telecomunicações, produtos químicos, construção civil, gestão hoteleira e fabricação de sorvetes, entre outros negócios.

Em entrevista coletiva na quinta-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que o governo sírio já matou mais de 2.000 pessoas na repressão aos protestos.

Reunidos no mesmo dia em Bruxelas, na Bélgica, representantes da União Europeia concordaram em ampliar suas próprias sanções contra a Síria, mas sem incluir os setores petrolífero e bancário do país.

Dissidentes dizem que isso seria necessário para cortar as verbas que alimentam a repressão.

Também na quinta-feira, ativistas sírios disseram que forças do governo mataram pelo menos 45 civis numa ofensiva com tanques no centro da cidade de Hama, e que milhares de pessoas já fugiram de lá.

(Reportagem adicional de Andrew Quinn e Matt Spetalnick, em Washington; e de David Brunnstrom, em Bruxelas)

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