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EUA iniciam deportação à Alemanha de guarda nazista

Ucraniano John Demjanjuk, de 89 anos, é acusado de ter ajudado a matar 29 mil judeus na Segunda Guerra

Efe,

11 de maio de 2009 | 19h53

Agentes federais dos Estados Unidos detiveram nesta segunda-feira, 11, em casa o suposto ex-guarda nazista John Demjanjuk e o levaram em uma ambulância para deportá-lo para Alemanha, onde é acusado de ter ajudado no extermínio de 29 mil judeus. Demjanjuk, de 89 anos, viajará esta noite a Munique, onde será julgado por ter supostamente colaborado no Holocausto como guarda no campo de concentração de Sobibor.

 

Uma de suas tarefas era dirigir os judeus dos trens para as câmaras de gás, segundo a Procuradoria dos EUA e o tribunal da Alemanha que pediu sua deportação. O ucraniano nega as acusações e diz que lutou nas fileiras soviéticas e que foi capturado pela Alemanha, que o manteve como prisioneiro até 1944.

 

Sua deportação porá fim a anos de disputas legais para impedir sua volta à Alemanha. Se não houver mudanças de última hora, os EUA deportarão esta noite Demjanjuk pela segunda vez, já que em 1986 ele foi extraditado a Israel, onde em primeira instância foi condenado à morte por ser o guarda conhecido como "Ivan, o Terrível" do campo de concentração de Treblinka.

 

No entanto, a Suprema Corte israelense anulou a condenação em 1993 ao concluir que provavelmente "Ivan" não era ele, mas outro ucraniano. Demjanjuk retornou aos EUA, onde havia tido retirada sua cidadania após o processo israelense, e viveu desde então como apátrida. Em 2005, um tribunal americano ordenou sua deportação após concluir que ele realmente foi um guarda nazista em outros campos de concentração.

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