EUA inocentam e libertam iemenita preso há oito anos em Guantánamo

Homem era acusado de ter ligações com a rede terrorista Al-Qaeda

Reuters

13 de julho de 2010 | 17h42

WASHINGTON - Um iemenita preso na base militar americana de Guantánamo, em Cuba, por oito anos foi enviado para casa depois de um juiz concluir que ele não tinha conexões com a rede terrorista Al-Qaeda e ordenar sua libertação, informou nesta terça-feira, 13, o Pentágono.

 

Mohammed Odaini é o primeiro iemenita a ser enviado de volta para casa desde que o presidente dos EUA, Barack Obama, paralisou as repatriações ao país asiático. A medida de congelar as repatriações foi tomada depois que um homem ligado à Al-Qaeda iemenita foi preso por tentar explodir um avião no dia de Natal.

 

"A suspensão das repatriações de iemenitas de Guantánamo permanece vigente devido à situação de segurança que existe. A Administração, porém, respeita a decisão das leis federais, que ordenou a libertação de Odaini", disse o Departamento de Defesa por meio de comunicado.

 

O juiz Henry Kennedy Jr. Concluiu "enfaticamente" em 26 de maio que Odaini deveria ser libertado e disse que os promotores do governo americano falharam em convencê-lo de que o homem iemenita era culpado.

 

"O homem foi mantido em detenção dos 18 aos 26 anos. Eles o preveniram de ver sua família e lhe negaram a oportunidade de completar seus estudos e iniciar uma carreira", disse o juiz. "As evidências mostram que mantê-lo detido foi um grande custo para ele e não ajudou a tornar os EUA mais seguros. Não há evidências de que ele esteja ligado com a Al-Qaeda", concluiu.

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