EUA investigam vazamento, e pressão sobre a BP cresce

O Congresso dos EUA vai avaliar na quarta-feira os esforços da BP para conter o vazamento de petróleo no golfo do México, enquanto as ações da companhia britânica continuam despencando.

ANNA DRIVER E CAROLINE CO, REUTERS

09 de junho de 2010 | 11h38

Depois de uma queda de 5 por cento na terça-feira, os papéis da BP abriram em baixa de 3,2 por cento em Londres, refletindo a possibilidade de que a empresa tenha de suspender a distribuição de dividendos por causa das indenizações e gastos relativos ao acidente.

O custo do seguro da dívida da BP também subiu fortemente - alta de 55 pontos básicos no CDS ("swap de crédito"), chegando a 315 pontos básicos, o triplo do valor registrado no fim de maio, segundo um operador londrino.

Desde o começo do vazamento, em 20 de abril, a BP já perdeu um terço do seu valor de mercado.

O desastre continua sendo uma prioridade para o governo de Barack Obama, que na terça-feira se mostrou irritado com a BP, e na semana que vem pretende ir novamente à costa do golfo do México para inspecionar as operações.

Na terça-feira, Obama disse que teria demitido o presidente-executivo da BP, Tony Hayward, se este fosse seu subordinado, por causa de suas declarações minimizando o impacto do acidente, o pior desse tipo na história dos EUA.

A mancha de óleo contamina refúgios naturais da Louisiana, do Mississippi e do Alabama, além de chegar na forma de piche à costa da Flórida. Um terço das águas do golfo do México sob jurisdição federal dos EUA estão interditadas para a pesca, e o número de aves e animais marinhos mortos continua subindo.

O secretário do Interior, Ken Salazar, depõe na manhã de quarta-feira numa audiência do Senado sobre questões de segurança na exploração de petróleo em alto mar. Na véspera o Departamento do Interior divulgou rígidas regras para as empresas que façam perfurações a menos de 500 pés (152 metros) de profundidade.

Na frente corporativa, o jornal Times, de Londres, noticiou na quarta-feira que os acionistas da BP preferem sacrificar o presidente da empresa, Carl-Henric Svanberg, ao presidente-executivo Hayward.

Uma fonte próxima à empresa britânica disse ao jornal que "o clima dentro da empresa e entre os acionistas é claro - eles apoiam Tony (Hayward), pois sentem que ele fez o melhor nesta péssima situação, mas não se impressionaram com Svanberg".

Um porta-voz da BP nega que Svanberg, que assumiu o cargo em janeiro, pretenda renunciar.

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