EUA irão analisar 'militarização' de fronteira com México

Envio de soldados 'está sob consideração da Defesa', diz Janet Napolitano; país tenta frear violência do tráfico

Efe,

25 de março de 2009 | 18h29

A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Janet Napolitano, disse nesta quarta-feira, 25, à Agência Efe que o envio da Guarda Nacional à fronteira do sul do país dependerá da situação na região. Além disso, Napolitano afirmou que os EUA preparam um "plano de contingência" para o caso de - na pior das hipóteses - a violência gerar uma "emigração em massa do México."

 

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A solicitação para o envio de mil soldados da Guarda Nacional à fronteira "está sob consideração ativa no Departamento de Defesa, e dependerá de vários fatores", disse a secretária. "É uma decisão que deve ser tomada com muito cuidado porque, como já disse o presidente (Barack) Obama, não queremos militarizar a fronteira. Queremos liderar (a luta antidrogas) com autoridades civis e é o que estamos fazendo", precisou.

 

O governador do Texas, o republicano Rick Perry, pediu a presença da Guarda Nacional na fronteira entre EUA e México, para que sirva de elemento dissuasório aos narcotraficantes. Napolitano se reunirá na quinta-feira com Perry para analisar os detalhes de como e onde aconteceria esse desdobramento.

 

Sob a presidência de George W. Bush e com o sinal verde dos estados fronteiriços da Califórnia, Arizona, Novo México e Texas, o governo desdobrou até seis mil membros da Guarda Nacional no sudoeste entre 2006 e 2008. Esta "militarização" da fronteira causou a repulsa de grupos a favor dos imigrantes, mas a Guarda Nacional não recebeu autorização para deter imigrantes ilegais.

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