EUA irão começar a retirar cidadãos americanos da Bolívia

Washington recomenda que americanos deixem país; vôos sairão de La Paz a partir de quarta-feira

Agência Estado e Associated Press,

16 de setembro de 2008 | 17h57

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira, 16, que o governo fretará vôos para seus cidadãos que desejem deixar a Bolívia, após ter feito uma recomendação para eles saiam do país, que atravessa uma profunda crise política. "O Departamento de Estado e a embaixada americana em La Paz desejam informar a vocês que um ou dois vôos fretados pelo governo dos EUA estarão disponíveis amanhã (quarta-feira) para transportar os americanos que desejem partir de La Paz para Lima, no Peru", disse o comunicado americano.   Veja também: Militares assumem controle de Cobija Bolívia pode fechar acordo com oposição Opositores acusam Chávez de controlar Evo Bolívia tem histórico de golpes e crises   Entenda os protestos da oposição na Bolívia  Entenda o que é a Unasul Enviada do 'Estado' mostra fim dos bloqueios Imagens das manifestações     "Se desejarem permanecer, fiquem atentos, revisem as informações locais e verifiquem regularmente suas medidas de segurança", continua a nota, segundo a agência France Presse. O Departamento de Estado autorizou que o pessoal não essencial de sua embaixada em La Paz deixe a Bolívia, e recomenda aos americanos que por enquanto não viajem ao país.   A oposição boliviana composta pelos Departamentos (Estados) de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando está mobilizada há semanas em protesto contra o governo do presidente Evo Morales. Eles exigem o reconhecimento de suas autonomias e rejeitam a convocação do referendo constitucional, marcado para 7 de dezembro. Além disso, os opositores pedem a restituição de um imposto sobre gás e petróleo, confiscado pelo governo, para a criação de uma pensão para idosos.   Os conflitos já deixaram pelo menos 15 mortos e 37 feridos, segundo números oficiais. Além disso, o presidente boliviano expulsou o embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, acusando-o de ter apoiado divisão da Bolívia e os atos violentos cometidos por grupos de oposição.   A decisão foi apoiada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que também expulsou o embaixador dos EUA em Caracas, e pelo presidente de Honduras, Manuel Zelaya, que recusou-se a receber as credenciais do novo embaixador americano em seu país. Washington retaliou com as expulsões dos representantes da Bolívia e da Venezuela.

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