EUA lançam míssil contra satélite e causam preocupação

O Pentágono disse na quinta-feirater "um alto grau de confiança" de que um míssil da Marinhatenha atingido o tanque de combustível tóxico de um defeituososatélite norte-americano de espionagem, que ameaçava cair sobrea Terra. Mas o general James Cartwright, vice-chefe do Estado-MaiorConjunto das Forças Armadas, disse a jornalistas que só dentrode um ou dois dias será possível saber com certeza se o tanquecom o combustível hidrazina foi destruído. Um míssil SM-3 lançado do cruzador USS Lake Erie, no oceanoPacífico a noroeste do Havaí, atingiu o satélite à 0h26 dequinta-feira (horário de Brasília), a 283 km de altitude. Washington diz que o objetivo da missão era evitar danos aoambiente terrestre, mas Rússia e China manifestarampreocupação, e Moscou sugeriu que a operação pode ter sidousada como fachada para o teste de uma nova arma espacial. Cartwright afirmou haver quase 90 por cento de chances de otanque ter sido violado com o impacto. "Estamos muitoconfiantes de que atingimos o satélite. Temos um alto grau deconfiança de que acertamos o tanque", disse o general dosmarines a jornalistas no Pentágono. O míssil, segundo os militares, estava a mais de 27,4 milkm/h quando atingiu o satélite, que pesa 2.270 kg e tem otamanho de um ônibus. "Devido à altitude relativamente baixa no momento daabordagem, os destroços vão começar a reentrar na atmosferaquase imediatamente", disse o Pentágono. "Quase todos osdestroços vão queimar na reentrada, dentro de 24-48 horas, e osdestroços restantes vão reentrar dentro de 40 dias." Alguns especialistas questionaram a missão, porconsiderarem extremamente remota a chance de que qualquer partedo satélite provocasse danos na Terra. O Pentágono negouespeculações de que o satélite seria destruído para evitar quealguma parte da peça secreta caísse em mãos de potênciasrivais. Os militares também negaram que estejam usando a operaçãopara testar e demonstrar sua capacidade para atingir alvos noespaço -- o que a China já fizera em 2007, quando destruiu umsatélite seu declaradamente com essa intenção. Fontes de Defesa dos EUA dizem que esse caso é bemdiferente do da China, já que Washington informou a opiniãopública e líderes mundiais sobre o fato com bastanteantecedência. Elas insistiram que a única preocupação dos EUAera impedir que o tanque de 450 kg sobrevivesse à queda eespalhasse material tóxico. (Com reportagem de Kristin Roberts em Honolulu e DavidMorgan em Washington)

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