EUA lembram um ano do massacre em Virginia Tech

Dia de luto marca aniversário do tiroteio na universidade, em que 32 pessoas foram mortas e 29 feridas

Agências internacionais,

16 de abril de 2008 | 09h46

A comunidade da Universidade Virginia Tech, na cidade de Blacksburg, lembra nesta quarta-feira, 16, o aniversário de um ano do mais grave tiroteio em uma instituição de ensino dos Estados Unidos em 80 anos, quando Cho Seung-hui matou pelo menos 32 pessoas e feriu outras 29 no campus.   Veja também: Relembre o massacre de Virginia Tech  Relembre massacres nos EUA    Virginia Tech amanheceu de luto, enquanto tenta superar as cenas de caos e horror. Cerimônias marcaram nesta quarta-feira o primeiro ano do atentado. O primeiro evento para lembrar a tragédia ocorreu logo após a meia-noite. Mais de mil pessoas se reuniram no memorial, que contém 32 pedras - uma para cada vítima -, e oraram com velas acesas. O governador Timothy M. Kaine ordenou que as bandeiras do Estado fossem colocadas a meio pau.   Um grupo de estudantes planejava deitar no chão para protestar contra as leis que regulam o porte de armas na Virgínia. Alguns dos familiares dos envolvidos disseram que não conseguiriam estar presentes aos eventos programados, pelo trauma envolvido.   Heidi Miller, 20 anos, levou três tiros e foi um dos seis sobreviventes da classe de francês atacada. "Esta é uma grande questão, deveríamos passar o dia de luto ou tentar seguir normalmente com as coisas?". Algumas das famílias das vítimas não participação dos eventos programados.   O professor de Virginia Tech, Bryan Cloyd, cuja filha Austin foi morta, diz que quer honrar a memória olhando para frente, sem refletir os horrores daquele dia. "Não verei minha filha caminhar até o altar em seu casamento. Não serei capaz de brincar com os seus filhos". "E não acredito que seja útil insistir nisso, porque só traz mais tristeza".   Foto: AP   A maior parte das vítimas era de estudantes, alvejados em dois locais distintos. Primeiro, logo no início da manhã, o atirador atacou um dormitório da universidade. Duas horas depois, ainda sem ser localizado, invadiu uma sala de aula, onde estudantes foram alinhados contra uma parede e fuzilados. A maioria das famílias das vítimas concordou com uma indenização total de US$ 11 milhões do governo estadual, que compensará os parentes dos mortos e pagará despesas médicas dos feridos.   Muitas pessoas ainda não sabem como analisar o aniversário da tragédia. No início da semana, uma universidade de Chicago foi fechada após mensagens em dormitórios serem encontradas, alertando para um possível ataque no dia 14 de abril, segundo apontou a agência France Presse.   Tiroteios em escolas se tornaram relativamente comuns em escolas americanas, especialmente após o massacre de Columbine, no qual dois estudantes mataram 13 colegas e depois se suicidaram, em 1999. No próximo dia 20, o incidente faz 9 anos.    

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