EUA levam à ONU proposta de sanções contra Coreia do Norte

Washington elabora lista de entidades que apoiam programa nuclear; Pyongyang alerta para 'consequências'

Agências internacionais,

16 de abril de 2009 | 21h23

O governo dos Estados Unidos apresentou ao comitê de sanções da ONU sua proposta para a elaboração de uma lista de entidades que apoiam de alguma forma o programa nuclear norte-coreano, segundo informou nesta quinta-feira, 16, o Departamento de Estado americano. A Coreia do Norte havia anunciado que qualquer sanção teria "consequências firmes."

 

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"Teremos mais rodadas de consultas, e quando chegarmos a um acordo sobre a lista de entidades e bens, ela será publicada. Com isso, os Estados-membros terão que evitar o acesso da Coreia do Norte a estes bens, e que as empresas forneçam a Pyongyang materiais que não queremos que cheguem lá", disse o porta-voz interino do Departamento de Estado, Robert Wood.

 

O porta-voz confirmou que os EUA apresentaram suas propostas nessa reunião, mas não revelou quem aparece na lista negra. O comitê de sanções foi ativado após a declaração aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU no dia 13, na qual se condena o lançamento de um foguete de longo alcance dos norte-coreanos no início do mês.

 

Wood também garantiu que poderão existir "consequências adicionais" para o país asiático, além das impostas pela ONU. "A comunidade internacional pediu que a Coreia do Norte tomasse certas medidas. Este desejo não foi atendido e, por isso, este país terá que lidar com as consequências", disse. Por outro lado, os analistas americanos que terão que deixar a Coreia do Norte seguem se preparando para cumprir a ordem de expulsão, segundo Wood.

 

O Conselho de Segurança da ONU condenou de maneira unânime o lançamento de um foguete de longo alcance pela Coreia do Norte em 5 de abril, dizendo que a ação contrariou um veto das Nações Unidas e aumentando as sanções contra Pyongyang.

 

A Coreia do Norte disse à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nesta semana que havia decidido religar todas as instalações no complexo de Yongbyon, construído na era soviética, incluindo a unidade de reprocessamento que produz plutônio para armas nucleares.

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