EUA mantém Cuba em lista de países que apoiam terrorismo

Relatório diz que ilha ainda abriga terroristas, mas destaca que Havana deixou de apoiar movimentos armados

Agências internacionais,

30 de abril de 2009 | 16h49

O governo dos Estados Unidos manteve nesta quinta-feira, 30, Cuba na lista de países que apoiam o terrorismo, embora tenha constatado algumas declarações positivas por parte do ex-presidente Fidel Castro. Trata-se do primeiro relatório sobre o tema feito pelo departamento de Estado com Hillary Clinton na chefia da diplomacia. O governo americano manteve Cuba em sua "lista negra" pela ilha ainda abrigar alguns terroristas, embora tenha reconhecido que não vê mais apoio a movimentos armados na América Latina e outras regiões.

 

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"Membros da ETA, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) permaneceram em Cuba em 2008", disse o relatório. As autoridades cubanas seguiram com a defesa pública das Farc, que os EUA consideram um grupo terrorista, afirma ainda o documento.

 

Ao mesmo tempo, o departamento de Estado apontou que Fidel pediu às Farc a libertação incondicional das pessoas que mantém presas e condenou os maus-tratos de reféns e o sequestro de políticos. Os EUA não contam com provas de operações de lavagem de dinheiro vinculadas ao terrorismo em Cuba, embora tenha frisado que seu sistema bancário não é transparente.

 

A designação como país patrocinador do terrorismo acarreta sanções, incluindo a proibição de que os EUA vendam armas e dê assistência econômica à ilha. Além de Cuba, integram a lista Irã, Síria e Sudão. Os EUA tiraram a Coreia do Norte do grupo em 11 de outubro de 2008, após alcançar um acordo com o país pra pôr fim a seu programa nuclear.

 

Segundo o documento, a rede da Al-Qaeda permanece como a principal ameaça terrorista para os EUA, pois "reconstruir parte de sua capacidade operacional anterior aos ataques de 11 de setembro" usando as regiões no Paquistão nas fronteiras com o Afeganistão. Este é o primeiro divulgado pelo Governo Barack Obama, mas o mais provável é que grande parte da informação tenha sido recolhida pela Administração George W. Bush.

 

O relatório, elaborado pelo Departamento de Estado, foi apresentado pelo coordenador interino da luta antiterrorista, Ronald Schlicher, e o diretor adjunto para a transferência de informação e de conhecimento do Centro Nacional da Luta Antiterrorista, Russel Travers. A publicação do relatório responde a uma exigência do Congresso dos Estados Unidos e sua divulgação acontece todos os anos na mesma data.

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