EUA minimizam chance de resolução contra o Irã em breve

Os Estados Unidos minimizaram nasexta-feira a chance de que as grandes potências decidam-se pornovas sanções contra o Irã quando se reunirem na semana que vemem Berlim. Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado, disseque ainda não há acordo entre as grandes potências a respeitode uma terceira resolução do Conselho de Segurança da ONUcontra o programa nuclear iraniano. Rússia e China endureceram sua relutância desde que os EUAdivulgaram um relatório de inteligência, no mês passado,admitindo que Teerã não desenvolve armas nucleares desde 2003. Os EUA, porém, endureceram o tom de suas declarações contrao Irã nas últimas semanas, pedindo sanções mais duras ao país,que insiste no caráter pacífico de suas atividades nucleares. McCormack disse que a secretária de Estado Condoleezza Ricee os ministros de Relações Exteriores dos quatro outros membrospermanentes do Conselho de Segurança --China, Rússia, França eGrã-Bretanha--, além da Alemanha, vão continuar discutindo aresolução com sanções durante seu encontro de terça-feira. "Somos otimistas de que afinal conseguiremos uma resolução.Desejaríamos já ter uma, mas assim aí está a diplomaciamultilateral", afirmou o porta-voz. Já sobre a possibilidade de que haja um acordo na própriaterça-feira, ele foi cético. "Vai levar um pouco mais detempo", disse. Nos últimos dias, McCormack vem se empenhando em reduzir asexpectativas quanto à reunião de Berlim, dizendo que ela servepara avaliar a estratégia como um todo. Um diplomata ocidental disse que, desde o relatórionorte-americano de dezembro favorável ao Irã, está "maisdifícil lidar" com os chineses e russos nessas negociações. Vários diplomatas disseram, sob anonimato, que os EUAquerem uma nova resolução com mais punições a bancos estataisiranianos e a empresas que tenham dado apoio aos programasnuclear e de mísseis do país. A Rússia é particularmente contrária a isso, com apoio daChina, segundo vários diplomatas. Medidas "draconianas", como sanções aos setores iranianosde gás e petróleo, não estão sendo cogitadas, disse McCormacknesta semana.

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