EUA não acreditam que jornalista decapitado tenha sido 'vendido' para Estado Islâmico

Havia informações de que o jornalista teria sido vendido 50 mil dólares para rebeldes que disseram ao grupo militante que ele havia entrado na Síria

REUTERS

09 de setembro de 2014 | 20h18

Os Estados Unidos não têm nenhuma informação indicando que o jornalista norte-americano decapitado Steven Sotloff tenha sido "vendido" para os militantes do Estado Islâmico por rebeldes moderados da oposição síria, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, nesta terça-feira.

O porta-voz da família de Sotloff, Barak Barfi, disse à CNN na segunda-feira à noite que a família acreditava que o Estado Islâmico pagou até 50 mil dólares para rebeldes que disseram ao grupo militante que o jornalista de 31 anos havia entrado na Síria.

"Com base na informação que me foi fornecida, eu não acredito que ela seja precisa", disse Earnest em entrevista coletiva.

Ele citou uma investigação do FBI sobre a morte de Sotloff, incluindo "como o Sr. Sotloff pode ter chegado às mãos do Estado Islâmico".

Os militantes divulgaram um vídeo em 2 de setembro mostrando a decapitação de Sotloff, que foi sequestrado na Síria em agosto de 2013.

Barfi disse ao programa da CNN "Anderson Cooper 360" que a família de Sotloff descobriu com "fontes na região" não identificadas que um membro de um grupo rebelde sírio moderado contatou militantes do Estado Islâmico sobre Sotloff. Ele confirmou os comentários à Reuters na terça-feira.

(Reportagem de Doina Chiacu em Washington e David Adams em Miami)

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