EUA não continuarão no Afeganistão a longo prazo, diz Obama

Presidente nega que reforço de tropas seja sinal de permanência; 'não temos nenhum interesse' nisso, afirma

da Redação, com agências internacionais,

27 de fevereiro de 2009 | 20h52

Os Estados Unidos não têm intenções de permanecer a "longo prazo" no Afeganistão, apesar dos planos de envio de mais tropas ao país, declarou o presidente americano Barack Obama nesta sexta-feira, 27. "Uma das coisas que devemos fazer é comunicar ao Afeganistão que não temos nenhum interesse ou aspiração de permanecer ali a longo prazo", explicou o chefe de Estado em entrevista divulgada pela rede PBS.    Veja também: Conheça o plano para a retirada do Iraque Especial: Guerra do Iraque, do início ao início do fim  Especial: 30 anos de violência e caos no Afeganistão    Nesta sexta, Obama anunciou planos para retirar todas as forças de combate americanas no Iraque até agosto de 2010, atendendo a apelos para encerrar uma impopular guerra que dividiu os americanos. Ele deixou claro que sua prioridade militar é o Afeganistão e ordenou na semana passada o envio de mais 17 mil soldados ao país.   "O Afeganistão, como vocês sabem, sempre rejeitou as forças de ocupação. Temos que ter isso em mente enquanto estudamos nossa estratégia", acrescentou Obama. Nos próximos meses, o contingente americano no país deve passar de 60 mil efetivos. Atualmente, há 38 mil soldados na região, que enfrenta piora na violência desde o início da ocupação americana, em 2001.  

Tudo o que sabemos sobre:
Barack ObamaEUAAfeganistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.