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EUA não são capazes de enfrentar insurgência islâmica

'Americanos devem modificar prioridades e financiamento para melhorar Governo civil e impulsionar forças locais'

Efe,

12 de fevereiro de 2008 | 05h13

As forças militares americanas não têm capacidade de enfrentar a ameaça da insurgência islâmica, assegurou nesta segunda-feira, 11, um relatório da Corporação Rand, solicitado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O relatório indicou que "no melhor dos casos a intervenção e ocupação dos Estados Unidos no mundo muçulmano são inadequadas. No pior, são contraprodutivas e inviáveis". O objetivo do relatório pedido pelo Pentágono à Corporação Rand, um organismo privado sem fins lucrativos, era de realizar uma revisão de sua estratégia destinada a lutar contra a insurgência. "Os Estados Unidos deveriam modificar suas prioridades e financiamento a fim de melhorar o Governo civil e impulsionar as forças locais de segurança (...) capacidades que não se viram no Iraque e Afeganistão", assinalou o relatório. "O extremismo violento no mundo muçulmano é a maior ameaça para a segurança que os EUA enfrentam", disse David C. Gompert, principal autor do relatório. "Como esta ameaça provavelmente persistirá e aumentará, é importante compreender o fato de que os Estados Unidos não estão capacitados neste momento a enfrentar o desafio", acrescentou. O estudo assinalou que quando é infectada pelo extremismo religioso, a insurgência torna-se mais violenta, resistente aos acordos, mais difícil de ser derrotada e provavelmente mais propagada. A mensagem jihadista aos insurgentes locais é a de que sua "fé e sua pátria estão sob ataque do Ocidente e é preciso se unir para defender a causa maior do Islã. Isto faz com que a intervenção militar não seja apenas custosa, mas também perigosa", indicou o relatório.Por outra parte, o texto admitiu que o recente aumento de tropas melhorou a segurança no Iraque, colocando porém que "seria um grande erro concluir que os Estados Unidos precisam de maior força militar para derrotar as insurgências islâmicas". "Basta analisar a precária situação em que se encontra o Paquistão para perceber as limitações da força militar americana e o perigo de confiar demais nela", disse. Os autores do relatório citam cerca de 90 conflitos ocorridos após a Segunda Guerra Mundial que mostram que a forma mais segura de derrotar a insurgência é através de Governos locais representativos, competentes e honestos. "As forças estrangeiras não podem substituir os governos locais e podem até mesmo enfraquecer sua legitimidade", disse John Gordon, outro autor do relatório. Mas quando se trata de construir esta capacidade civil no exterior os "Estados Unidos são alarmantemente fracos", indicou Gompert. Acrescentou que para resolver este problema, o governo americano precisaria de um considerável aumento de sua capacidade civil, novas regras organizativas e políticas de pessoal mais flexíveis. Nesse sentido, os autores do relatório estimam que os Estados Unidos teriam que desdobrar milhares de profissionais civis e destinar bilhões de dólares a mais à ajuda estrangeira a fim de enfrentar a insurgência. "Essas necessidades dos EUA se reduziriam à metade se seus aliados e os organismos internacionais igualassem seus esforços", indica o relatório.

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