EUA não tentam prejudicar a Rússia na Ásia, diz Condoleezza

Para ela, os ganhos dos EUA nas relações com os países da região não representam perdas russas

AP-EFE,

05 de outubro de 2008 | 08h43

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que os Estados Unidos não disputam com outros países, como a Rússia e a China, o acesso aos recursos energéticos do Casaquistão. Ela também afirmou que o estreitamento de laços entre seu país e nações da Ásia Central não representa uma tentativa de minar a influência russa na região. "Este não é um jogo de soma zero", afirmou. Para ela, os ganhos dos EUA não representam perdas russas.   "Não competimos com outros países pelo 'amor' do Casaquistão no âmbito energético", disse Rice durante uma entrevista coletiva em Astana, a capital casaque.      Ao lado de seu anfitrião, o ministro de Assuntos Exteriores Marat Tazhin, Rice afirmou que "as relações econômicas e políticas dos EUA com o Casaquistão se baseiam nos princípios da transparência" e visam transformar o país e toda a Ásia Central "em uma região aberta e próspera".      "O Casaquistão mantém magníficas relações com seus vizinhos, e assim deve ser. Além disso, também tem relações muito boas com os Estados Unidos e os países da Europa", disse a chefe da diplomacia americana, citada pela agência russa "Interfax".      Rice fez esse comentário depois que Tazhin, respondendo a uma pergunta da imprensa, declarou que o Casaquistão não pensa em revisar suas relações com a Rússia por conta do recente conflito na Geórgia.      "Nossas relações com a Rússia são magníficas e politicamente equilibradas. A Rússia é nosso parceiro estratégico", disse Tazhin, que também defendeu "boas e sólidas relações de trabalho" entre Moscou e Washington.      Sobre as relações de seu país com os EUA, o ministro casaque classificou-as como "estáveis e estratégicas".      Rice, que chegou ao Casaquistão vindo da Índia, em uma breve visita focada na cooperação energética e na segurança regional, deve se reunir com o presidente Nursultan Nazarbayev e o primeiro-ministro Karim Massimov.      Segundo Washington, Rice também conversará com líderes regionais sobre o papel do Casaquistão como líder na Ásia Central e a disposição do país em impulsionar a democracia, defender os direitos humanos e dar prosseguimento a reformas políticas e econômicas.

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