EUA negam que americano detido em Cuba seja espião

Funcionário do governo foi preso por fornecer equipamentos de comunicação via satélite a dissidentes

Reuters,

07 de janeiro de 2010 | 16h53

O governo dos EUA negou nesta quinta-feira, 7, que o funcionário detido em Cuba no mês passado por distribuir equipamentos de comunicação seja um espião.

 

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O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcon, disse na quarta-feira que o homem, preso no início de dezembro por fornecer equipamentos de comunicação via satélite a dissidentes, trabalhava para os "serviços secretos dos EUA".

 

"Esses comentários são falsos. Cuba tem um histórico de descaracterizar o que os americanos fazem no país. Essa pessoa não tem associação alguma com nossos serviços secretos", disse P.J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado.

 

Alarcon não deu detalhes do que será feito do prisioneiro, considerado pelo presidente Raúl Castro como uma evidência de que os EUA continuam com seu plano de corromper o sistema na ilha comunista.

 

No dia 28 de dezembro, diplomatas americanos visitaram o prisioneiro, que trabalhava para uma companhia chamada Development Alternatives Inc., sediada em Maryland e que estava envolvida em um programa do governo americano para fortalecer a sociedade civil e promover a democracia em Cuba.

 

"Esse homem é contratado de uma companhia cujos funcionários trabalham para a inteligência americana", disse Alarcon, citando que o sistema de "privatização da guerra" promovido pelos EUA contrata essas pessoas para serem "agentes, torturadores e espiões".

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