EUA negam que soldado seja maltratado por vazar documentos

Há denúncias de que militar suspeito de informar o Wikileaks sofra maus tratos na prisão

AP,

17 de dezembro de 2010 | 21h30

WASHINGTON-O Departamento de Defesa dos Estados Unidos negou nesta sexta-feira, 17, as versões de que um soldado raso do Exército suspeito de fornecer os documentos secretos vazados ao Wikileaks está sofrendo maus tratos em uma prisão da Infantaria da Marinha próxima a Washington.

 

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Jeff Peterson, diretor do projeto Valor para Resistir, afirmou que alguns visitantes o informaram que o soldado Bradley Manning passa geralmente 23 horas isolado em uma cela não maior do que seis metros quadrados.

 

"Acreditamos que essa é uma forma de castigo antes que ele seja culpado", disse Peterson sobre os termos da prisão de Manning, enquanto aguarda um possível julgamento militar.

 

O coronel Dave Lapan, porta-voz do Departamento de Defesa, disse a jornalistas que Manning tem os mesmos privilégios que os outros réus presos no que o Exército qualifica como "custódia máxima".

 

Segundo Lapan, para quem as informações sobre maus tratos são "plenamente falsas", Manning está em uma cela comum para só uma pessoa e tem oportunidade de se exercitar e se entreter, além de ter acesso a jornais e visitas.

 

Peterson não visitou pessoalmente o militar, mas outros descreveram a ele as supostas condições nas quais Manning está preso.

 

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