EUA negam visto ao presidente eleito de Taiwan

Apesar de apoio à ulha, medida de Washington pretende não criar impasse diplomático com o governo chinês

REUTERS

08 de maio de 2008 | 09h16

Os Estados Unidos negaram um visto de entrada para o presidente-eleito de Taiwan, Ma Ying-jeou, num revés para a promessa dele de melhorar as relações com Washington - que dá apoio militar à ilha, mas não reconhece sua soberania, por considerar que só existe uma China, com capital em Pequim. Os EUA nunca permitem visitas formais de presidentes de Taiwan, para não provocar um incidente diplomático com a China. Por isso, a única oportunidade de  Ma Ying-jeou ir ao país, exceto em breves escalas, seria antes da sua posse, no dia 20.   Stephen Young, principal diplomata dos EUA em Taiwan, disse em entrevista coletiva que Ma e as autoridades norte-americanas decidiram "em comum acordo" que ele não deveria fazer a viagem antes da posse. "O momento não era apropriado, e fazer essa visita realmente não seria necessário", afirmou.   Taiwan foi o refúgio dos nacionalistas chineses derrotados pelos comunistas na guerra civil de 1949. A ilha nunca proclamou independência, embora o atual presidente, Chen Shui-bian, seja simpático à idéia. Pequim considera Taiwan como uma "província rebelde". Os EUA reconheciam diplomaticamente Taiwan até 1979, quando aderiram à idéia de "uma só China". Uma lei norte-americana, entretanto, obriga os norte-americanos a defenderem a ilha em caso de ataque. A China comunista é reconhecida por 170 países; Taiwan, só por 23, a maioria de pouca expressão mundial.

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