EUA oferecem diálogo bilateral à Coreia do Norte

Em julho, a Coreia do Norte ofereceu aos EUA conversas bilaterais em vez do diálogo de seis lados, do qual tomou distância após as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa do lançamento de um foguete de longo alcance

EFE

06 de setembro de 2009 | 02h42

O enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, ofereceu neste sábado um diálogo bilateral à Coreia do Norte, sempre que seja dentro do âmbito das conversas de seis lados para o desarmamento nuclear do regime norte-coreano.

 

"Estamos preparados para nos envolvermos bilateralmente com a Coreia do Norte, mas só no contexto das negociações de seis lados", com a China, Estados Unidos, Rússia, Japão e as duas Coreias, assegurou Bosworth citado pela agência sul-coreana "Yonhap".

 

Em julho, a Coreia do Norte ofereceu aos EUA conversas bilaterais em vez do diálogo de seis lados, do qual tomou distância após as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa do lançamento de um foguete de longo alcance.

 

Bosworth se mostrou "preocupado" pelo anunciou da Coreia do Norte que seu programa de enriquecimento de urânio está em suas últimas fases, embora tenha assegurado que "não é a primeira vez que se tem ouvido isso".

 

Em carta dirigida ao Conselho de Segurança da ONU, a Coreia do Norte assegurou na sexta-feira que o enriquecimento experimental de urânio foi realizado com sucesso e que começou "a última fase" desse processo para construir armas nucleares.

 

Pyongyang assegura que já dispõe da tecnologia para fabricar armas nucleares com plutônio, um material radioativo mais fácil de processar.

 

O enviado americano disse que não viu "uma mudança fundamental" da Coreia do Norte em seu desenvolvimento nuclear desde que realizou seu segundo teste atômico subterrâneo em maio e após abandonar as conversas de seis lados.

 

Bosworth reconheceu que houve progressos nas relações com a Coreia do Norte em outros temas, como a libertação das duas jornalistas americanas no começo de agosto e a eliminação das restrições na fronteira com a Coreia do Sul.

 

"No entanto, nosso principal interesse continua sendo a desnuclearização da península coreana, por isso que apoiamos toda oportunidade para poder reiniciar este processo", disse Bosworth.

 

Após passar por Pequim, Seul é a segundo parada de Bosworth em uma viagem pela região que coincidiu com o novo anúncio norte-coreano sobre seu programa nuclear.

 

No final do dia o enviado americano irá a Tóquio para se reunir com os responsáveis japoneses das negociações para o desarmamento nuclear da Coreia do Norte, com o objetivo de acertar o reinício das negociações multilaterais.

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