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EUA pedem a juiz que não questione destruição de fitas da CIA

Governo afirma que não é obrigado a preservar vídeos de interrogatórios de suspeitos de terrorismo

Matt Apuzzo, da Associated Press,

15 de dezembro de 2007 | 13h12

O governo norte-americano afirmou a um juiz federal que não é obrigado a preservar vídeos de interrogatórios de suspeitos de terrorismo e pediu que a corte não se atenha à destruição dessas fitas. Documentos jurídicos arquivados na noite de sexta-feira, 14, mostram que advogados do governo disseram ao juiz Henry H. Kennedy que requerimentos de informações sobre o conteúdo das fitas interferem nas investigações do Congresso e do Departamento de Justiça. Esta é a primeira vez que o governo dos Estados Unidos menciona as fitas na corte. O juiz Kennedy ordenou, em junho de 2005, que o governo guardasse "todas as evidências e informações relativas a tortura, crueldade e abuso de presos detidos na base naval norte-americana de Guantánamo", em Cuba. Cinco meses depois, a agência de inteligência dos Estados Unidos, CIA, destruiu os vídeos dos interrogatórios.  Advogados do governo disseram ao magistrado que a preservação destas fitas não foi assegurada porque Abu Zubaydah e Abd al-Rahim al-Nashiri, suspeitos de terrorismo cujos interrogatórios estavam nas fitas destruídas, não estavam detidos na base de Guantánamo.  Os homens eram mantidos presos em uma das detenções secretas da CIA. Na época, Bush reconheceu a existência destas prisões e os detentos, então, foram transferidos para Guantánamo. O secretário da Justiça Michael Mukasey recusou-se na sexta-feira a dar detalhes ao Congresso sobre a questão, dizendo que o tema pode ser vulnerável a pressões políticas.

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