EUA pedem para Irã e Síria cessarem apoio ao Hezbollah

A Casa Branca disse nesta sexta-feiraque está muito preocupada com as ações do Hezbollah no Líbano efez um apelo ao Irã e à Síria para que parem de apoiar o grupomilitante libanês. "Temos confiança no governo do Líbano", disse o porta-vozda Casa Branca Gordon Johndroe a jornalistas em Crawford, noTexas, após o Hezbollah tomar o controle da metade muçulmana dacidade de Beirute, aumentando seu poder na cidade em um grandegolpe para o governo libanês apoiado pelos Estados Unidos. "Estamos muito perturbados pelas últimas ações doHezbollah", disse o porta-voz em Crawford, no Texas, onde opresidente norte-americano, George W. Bush, se prepara para ocasamento da filha em seu rancho. Johndroe disse que os EUA pediram que o Hezbollah "pare comsua tentativa de desafiar as decisões tomadas pelo governolibanês, eleito democraticamente". "Também pedimos para que o Irã e a Síria parem de apoiar oHezbollah e seu efeito desestabilizador sobre o governo doLíbano", disse. Bush lidera campanhas internacionais paraisolar Teerã e Damasco diplomaticamente. "Os EUA continuam firmemente com o governo libanês e com opovo do Líbano", afirmou Johndroe. Bush deve se encontrar com o premiê libanês, Fouad Siniora,no dia 18 de maio em uma cidade egípcia, ao fim de sua visitade uma semana ao Oriente Médio. Johndroe disse que se espera que as conversas não sejamdesmarcadas, mas as autoridades norte-americanas entenderão seSiniora decidir ficar no Líbano para lidar com a situação. A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice,telefonou aos líderes da região para falar sobre o que estáacontecendo no Líbano, disse a repórteres Sean McCormack,porta-voz do Departamento de Estado, em Washington. "Vou reafirmar nosso compromisso e apoio firmes ao governode Siniora", disse. "Eles estão fazendo todas as coisascertas... Seu uso e alinhamento das Forças Armadas servem aosmelhores interesses do povo libanês e do Líbano." Fontes ligadas à segurança do Líbano disseram que pelomenos 11 pessoas morreram e 30 ficaram feridas nos três dias debatalha entre os simpatizantes do governo e os aliados doHezbollah, movimento xiita que dispõe de um poderoso Exercitode guerrilha. As lutas são as pires desde a guerra civil de 1975-90 ecomeçaram nesta semana, quando o governo decidiu combater arede de comunicação do Hezbollah. (Reportagem de Jeremy Pelofsky e Susan Cornwell)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.