EUA pedem que Bagdá aja contra rebeldes curdos

Os Estados Unidos pressionaram nasegunda-feira o governo iraquiano e os líderes curdos a agiremrapidamente para conter os ataques de rebeldes curdos contra aTurquia. Washington alertou também que não quer que o conflitoao longo da fronteira se agrave. Os EUA salientaram às lideranças turca, iraquiana e curdaque os ataques do lado iraquiano para o lado turco da fronteiradevem parar, segundo Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca. Maso governo iraquiano tem pouco controle sobre o norte do país,onde os curdos são praticamente autônomos. Dentro da Turquia, cresce a pressão da opinião pública paraque o primeiro-ministro Tayyip Erdogan use a força contra osrebeldes curdos. Ataques recentes dos separatistas deixarampelo menos 12 soldados mortos e oito desaparecidos perto dafronteira com o Iraque. "Queremos que o governo iraquiano aja imediatamente paraconter a atividade do PKK", disse Fratto, referindo-se àguerrilha curda, que ele qualificou como organizaçãoterrorista. "Não queremos ver uma ação militar mais ampla nafronteira norte", acrescentou. Analistas dizem que o apelo dos EUA deve ser dirigidoespecificamente ao líder curdo Masoud Barzani, que prometeradefender sua região contra uma eventual invasão turca. "Alguém tem de confiar nos curdos iraquianos, e só os EUApodem confiar nos curdos iraquianos", disse Bulent Aliriza,diretor do Projeto Turquia do Centro de Estudos Estratégicos eInternacionais. "As pressões para que Erdogan aja estãoaumentando literalmente a cada hora", acrescentou. O gabinete do presidente do Iraque, Jalal Talabani, que écurdo, disse que os rebeldes vão anunciar um cessar-fogo nanoite de segunda-feira. Erdogan disse no fim de semana esperar que os EUA tomemmedidas "imediatas" contra os rebeldes curdos, que usam o nortedo Iraque como base para seus ataques na Turquia. A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice,telefonou no domingo para Erdogan e Barzani deixando claro queos EUA são contra qualquer ação unilateral, segundo SeanMcCormack, porta-voz do Departamento de Estado. (Colaboraram Matt Spetalnick e Sue Pleming)

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