EUA pedem que Coréia do Norte esclareça atividades nucleares

A Coréia do Norte não respondeu àssuspeitas dos Estados Unidos de que o país está enriquecendourânio e proliferando essa tecnologia, quando divulgou seuinventário sobre seus planos nucleares nesta semana, disseneste sábado a secretária de Estado norte-americana,Condoleezza Rice. Na quinta-feira, a Coréia do Norte divulgou com grandeatraso uma lista de suas atividades nucleares, uma requisiçãofeita por seis países em um acordo de troca do desarmamento porajuda internacional. O inventário resumiu o programa dePyongyang para produzir plutônio para armas e especialistasdizem que as principais questões sobre enriquecimento de urânioe sua proliferação permaneceram sem resposta. "Assim, não tivemos as respostas que precisávamos," afirmouRice em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro dasRelações Exteriores da Coréia do Sul, Yu Myung-hwan. A Coréia do Norte tem negado as acusações dos EUA de que opaís está proliferando sua tecnologia para nações como a Síriae de que possui um programa clandestino de enriquecimento deurânio para armas. Rice pediu que a Coréia do Norte cumpra suas obrigações nopacto que fez com China, Japão, Rússia, Coréia do Sul e EUA. Emuma medida simbólica para mostrar seu comprometimento com oacordo nuclear, a Coréia do Norte tombou na sexta-feira a torrede resfriamento de seu reator de produção de plutônio. Em sua primeira reação após se comprometer com o acordo, aCoréia do Norte elogiou na sexta-feira as medidasnorte-americanas de tirar o país da lista do terrorismo e pediuque Washington acabe com sua política hostil em relação ànação. Entretanto, pode haver problemas com o acordo. O jornaljaponês Asahi Shimbun informou que, segundo uma fonte, a Coréiado Norte declarou que produziu cerca de 30 quilos de plutônio,enquanto autoridades dos EUA acreditam que esse número estejapróximo a 50 quilos. Por ter sido retirada da lista de patrocinadores doterrorismo, a Coréia do Norte, que realizou testes dedispositivos nucleares em 2006, poderá penetrar melhor nasfinanças internacionais. Devido ao tamanho reduzido da frágil economianorte-coreana, qualquer melhora em investimentos e comérciotraria grandes efeitos, dizem especialistas. (Reportagem adicional de Miho Yoshikawa em Tóquio) (Escrito por Jon Herskovitz; Edição de Sanjeev Miglani)

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