EUA pedem que Cuba libere norte-americano detido na ilha

Pedido foi feito à margem de reunião sobre imigração; Gross está preso em Cuba desde dezembro

Efe,

19 de fevereiro de 2010 | 23h39

O governo dos Estados Unidos pediu nesta sexta-feira, 19, às autoridades cubanas que liberem "imediatamente" o norte-americano Alan Gross, detido em Havana desde 4 de dezembro, acusado por Cuba de ser um espião.

 

O subsecretário adjunto de Estado norte-americano para o Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, que liderou a delegação dos EUA que manteve nesta sexta uma segunda rodada de conversações sobre assuntos migratórios com as autoridades cubanas, fez o pedido à margem da reunião, informou o departamento de Estado.

 

Gross, de 60 anos, é um terceirizado da Agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) e trabalha para a empresa Development Alternatives (DAI), com sede em Maryland, a qual faz trabalhos de desenvolvimento em outros países.

 

O detido distribuía computadores portáteis, móbiles e outros equipamentos tecnológicos em Havana.

 

Em janeiro, o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, disse que Gross trabalhava para uma empresa "que contrata para os serviços secretos norte-americanos", e o presidente cubano, Raúl Castro, afirmou em um discurso que o detido havia sido denominado "eufemisticamente" pelos EUA como um "terceirizado" do governo.

 

Castro também disse que o americano se dedicava ao "abastecimento ilegal com sofisticados meios de comunicação via satélite a grupos da 'sociedade civil'" que Washington aspira colocar contra o povo cubano.

 

Os EUA negaram que Gross estivesse vinculado com suas agências de espionagem e asseguraram que ele se dedicava a conectar os cidadãos cubanos à Internt, como "a maioria do resto do mundo", afirmou em janeiro o porta-voz do departamento de Estado, Philip Crowley.

 

A petição formal dos EUA às autoridades cubanas para que liberem Gross foi feita depois que sua esposa, Judy Gross, pediu em declarações à Efe "um acordo mútuo" entre os representantes dos dois governos para o retorno de seu marido.

 

Segundo Judy, desde que foi preso, ela só pôde falar "muito rapidamente" com Gross em três ocasiões e representantes do departamento de Estado o visitaram duas vezes.

 

Por outro lado, o comunicado do departamento destacou as conversações dos EUA com Cuba em áreas de cooperação bem-sucedida em assuntos migratórios e identificou os assuntos que foram obstáculos para a plena execução dos acordos.

 

"Os Estados Unidos veem estas conversações como uma via para alcançar resultados práticos e positivos que contribuam para a implementação plena dos acordos e a segurança dos cidadão de ambos os países", disse Crowley.

Tudo o que sabemos sobre:
CubaEUAamericano detidoAlan Gross

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.