EUA pedem que Cuba liberte presos após morte de dissidente

Orlando Zapata fazia greve de fome há 85 dias por avanços na área de direitos humanos na ilha caribenha

Agência Estado,

24 de fevereiro de 2010 | 12h34

Os EUA lamentaram nesta quarta-feira, 24, a morte do dissidente cubano Orlando Zapata, ocorrida no dia anterior. Preso desde 2003, Zapata morreu após uma greve de fome de 85 dias por avanços na área de direitos humanos no país.

 

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O porta-voz do Departamento do Estado P. J. Crowley lamentou em nota a morte e enviou condolências à família. Além disso, Crowley afirmou que a morte de Zapata mostra a "injustiça de Cuba manter mais de 200 prisioneiros presos políticos, que deveriam ser agora liberados, sem atraso".

 

O porta-voz afirmou que o assunto da prisão de Zapata foi discutido em uma reunião entre uma delegação do governo norte-americano e funcionários cubanos, realizada na semana passada em Havana. Na ocasião, os funcionários dos EUA pediram que Zapata recebesse todo o atendimento médico necessário, afirma o comunicado.

 

O ativista

 

Zapata morreu aos 42 anos, mesmo após ter sido transferido de um presídio na província de Camaguey, onde começara a sua greve de fome, para o hospital. Desde 2003, a organização internacional de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional classificava Zapata como "prisioneiro de consciência".

 

Na época, ele foi preso com mais de 70 adversários políticos do regime comunista cubano. Ele é o primeiro prisioneiro político a morrer de fome no país em quase 40 anos.

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