EUA pedem que Síria não barre inspetores nucleares da ONU

Washington afirma que apoiará investigação da agência nuclear sobre atividades nucleares clandestinas sírias

MARK HEINRICH, REUTERS

04 de junho de 2008 | 09h11

Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira, 4, para que a Síria dê livre acesso aos investigadores nucleares da ONU, depois que diplomatas disseram que Damasco barraria o acesso a alguns locais que Washington acredita serem ligadas a um reator atômico secreto. Os Estados Unidos dizem que a Síria está perto de completar a construção de um reator que pode ter produzido plutônio para armas nucleares antes de ser atacado por Israel, em setembro. O órgão de inspeção nuclear da ONU começou uma investigação ao receber, em abril, uma série de documentos da inteligência norte-americana. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradeu, disse na segunda-feira que a Síria, que não atendeu aos pedidos de explicação da AIEA desde o bombardeio, vai permitir a entrada dos inspetores da Organização das Nações Unidas de 22 a 24 de junho. Diplomatas disseram que a Síria deixaria os inspetores analisarem a área de al-Kibar, no deserto, mas eles não teriam acesso a outros três locais que, acredita-se, podem abrigar equipamentos para a produção de plutônio para combustível. Esta situação fez com que Gregory Schulte, embaixador norte-americano na AIEA, pedisse à Síria que não atrapalhe o trabalho dos inspetores de nenhuma forma. "Os Estados Unidos aprovam o anúncio de que a AIEA vai visitar a Síria e estão prontos para apoiar uma investigação rigorosa da AIEA sobre as atividades nucleares clandestinas da Síria", disse Schulte em um comunicado enviado à Reuters. "É imprescindível que a Síria coopere totalmente com a AIEA e não impeça as investigações de nenhuma forma, seja adiando a inspeção ou negando o acesso a qualquer local de interesse da AIEA", disse. A Síria nega manter um programa nuclear clandestino e diz que o local bombardeado era um prédio militar fora de uso. O país não confirmou publicamente a visita da AIEA.

Tudo o que sabemos sobre:
EUASíriaprograma nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.