EUA planejam convidar Síria e árabes para reunião de paz

Washington gostaria que Líbano, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Catar e a AP fossem à reunião em novembro

Wafa Amr, da Reuters,

22 de setembro de 2007 | 14h34

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, afirmou ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que Washington planeja convidar seis países árabes, incluindo a Síria, para uma conferência de paz do Oriente Médio, segundo disseram assessores de Abbas. Neste sábado, 22, Nimer Hammad, importante assessor de Abbas, afirmou que Washington gostaria que Síria, Líbano, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Catar e a Autoridade Palestina participassem da reunião, que seria organizada pelos Estados Unidos em novembro. Rice conversou com Abbas na semana passada, durante a sua sexta visita ao Oriente Médio, onde ela tenta promover um acordo de paz entre israelenses e palestinos. "Rice disse a Abbas na quinta-feira que os Estados Unidos planejam convidar os estados árabes indicados pela Liga Árabe para acompanhar as iniciativas de paz. Esse grupo de estados, claro, inclui Síria e Líbano", declarou Hammad à Reuters. Rice não especificou os países que seriam convidados para a conferência, a ser realizada provavelmente em Washington. Entre os seis estados do grupo, somente Jordânia e Egito têm relações diplomáticas plenas com Israel. A Síria se dissera pronta para participar da reunião em julho, quando o presidente George W. Bush convocou o encontro, para reviver o processo de paz. As relações entre os Estados Unidos e a Síria pioraram nos últimos anos devido ao Iraque, às turbulências no Líbano e ao conflito entre israelenses e palestinos. Recentemente, começou a haver dúvidas sobre a possibilidade de realizar a conferência. A Arábia Saudita, por exemplo, declarou que poderia não comparecer, se todos os temas polêmicos não fossem discutidos e se um cronograma de paz não fosse acordado antes. A Autoridade Palestina tem dito ser difícil comparecer, se os países árabes boicotarem o encontro. Assessores de Abbas dizem que o presidente está sob pressão interna e também externa para não ir à reunião sem garantias escritas sobre temas chaves, como um futuro estado palestino. Rice afirmara na semana passada que uma conferência colocaria os palestinos no caminho para ter o seu próprio estado. Ela se dissera otimista que israelenses e palestinos poderiam chegar a um acordo sobre fronteiras, o destino de Jerusalém, os refugiados palestinos e os assentamentos judaicos. No entanto, segundo Rice, esse acordo, no momento, poderia não incluir um cronograma para o estado palestino. Uma autoridade palestina afirmou que Abbas contou à secretária sobre os avanços das suas negociações com Israel e que deveria voltar a se encontrar com o governo de Israel ainda neste mês.

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