EUA podem aceitar mudança sobre homossexuais no Exército

Pentágono revela que lei que proíbe gays de se assumirem poderá ser 'revertida' e não oferecerá resistência

EFE

25 de maio de 2009 | 12h19

O Chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, afirmou no último domingo, 24, que o Pentágono aceitará a lei se o Congresso anular a proibição de que os homossexuais que servem nas Forças Armadas mantenham sua condição em particular.

 

Durante sua campanha eleitoral, o presidente americano Barack Obama disse que os militares poderiam expressar abertamente seu homossexualismo e reverteria a lei que, promulgada durante o governo Bill Clinton (1992-2000), estabelece que os homossexuais podem servir nas Forças Armadas enquanto não se mostrarem.

 

Após prolongadas negociações, em 1993 foi aprovada a lei pela qual o Exército não pergunta sobre a orientação sexual de seu pessoal e os militares também não o anunciam. "Se a lei mudar, vamos cumprir, não há absolutamente nenhuma dúvida a respeito", disse Mullen em entrevista à rede ABC.

 

Mullen disse que quer evitar um "debate polarizado" sobre os homossexuais no Exército e disse que, no caso de o Congresso derrogar a lei, teria que dar o tempo necessário ao Exército para preparar um plano para aplicar a norma.

 

O governo Obama está se movimentando neste sentido e, segundo o diário "The Washington Post", a secretária de Estado, Hillary Clinton, anunciará em breve um plano para que os casais dos diplomatas homossexuais recebam os mesmos benefícios das esposas e maridos dos diplomatas heterossexuais.

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