EUA podem aliviar restrições de viagem a Cuba, diz jornal

Segundo 'New York Times', decisão poderia ser tentativa de reaproximação com a ilha

estadão.com.br

17 de agosto de 2010 | 12h03

WASHINGTON - O governo dos EUA planeja expandir as oportunidades para os cidadãos americanos viajarem para Cuba, disseram funcionários do governo e parlamentares ao jornal New York Times, segundo reportagem publicada nesta terça-feira, 17. Este seria mais um passo tomado pelo governo para tentar uma reaproximação com a ilha.

 

As fontes, que falaram sob condição de anonimato, disseram que o objetivo das medidas é reduzir as restrições às viagens de cunho acadêmico, religioso e cultural adotadas durante o governo de George W. Bush e restaurar as "políticas pessoais" criadas por Bill Clinton.

 

Na época em que havia mais abertura, com Clinton, tais políticas promoveram o intercâmbio entre grupos cubanos e americanos - como universidades, equipes esportivas, museus e câmaras de comércio.

 

Analistas políticos dizem que as mudanças podem ser um marco significante na política dos EUA para Cuba. No início de seu mandato, em 2009, o presidente Barack Obama retirou algumas das restrições de viagem à ilha. Parlamentares, porém, alertam que o assunto é sensível do ponto de vista político e poderia ter consequências nas eleições para o Senado de 2 de novembro, e por isso ainda poderiam ser revistas.

 

Atualmente, grupos religiosos, acadêmicos e culturais só podem viajar para Cuba sob regras restritas. Estudantes que querem viajar para país caribenho, por exemplo, devem ficar ao menos 10 semanas na ilha, e só podem frequentar certas universidades.

 

Com as novas regras, tais restrições seriam aliviadas, e a licenças para viajar seriam prolongadas para até dois anos. Além disso, outros aeroportos teriam voos para Cuba. Atualmente, apenas Miami, Nova York e Los Angeles têm pontes aéreas diretas com o país.

 

A reaproximação com Cuba foi uma promessa de campanha de Obama. Ele prometeu abrir novos canais de engajamento com o país comunista, mas até agora promoveu apenas aberturas para cubanos-americanos, em parte por conta de preocupações políticas e por conta da pressão de que seu governo dá muita atenção a assuntos externos.

 

Analistas, porém, dizem que as medidas possam ser uma resposta dos EUA à libertação de presos políticos anunciada por Cuba. Até o momento, 23 dissidentes foram libertados após a Igreja Católica mediar um acordo de libertação.

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