EUA podem chegar a acordo com pilotos sobre revista em aeroporto

O governo dos Estados Unidos poderá anunciar em breve novas medidas de checagens de segurança para pilotos de companhias aéreas nos aeroportos, os quais vêm se queixando do escaneamento de todo o corpo e de revistas invasivas, disse uma alta autoridade norte-americana na sexta-feira.

REUTERS

19 de novembro de 2010 | 15h38

O chefe do órgão encarregado da segurança nos transportes (a TSA), John Pistole, reconheceu em uma entrevista ao programa "Good Morning America", da emissora ABC, que escaneamentos e revistas com o objetivo de localizar explosivos e outras armas protegeriam muito pouco contra qualquer piloto determinado a derrubar um avião.

"Tivemos algumas boas conversas com pilotos e esperamos anunciar algo muito em breve, em termos de algum avanço para os pilotos, usando processo de identificação de risco com base em informações de inteligência", disse ele.

Sindicatos de pilotos expressaram preocupações sobre os escaneamentos relativas à saúde e criticaram as revistas rigorosas. Eles dizem já ter feito checagens sobre os pilotos e por isso não veem razão para novas averiguações.

As autoridades dos EUA alegam que a radiação não representa ameaça à saúde.

Pistole não deu indicações de que as regras de revista de passageiros estejam para mudar, apesar de pedidos de medidas alternativas, incluindo a sugestão de entrevistas com cada um dos viajantes, no estilo do que é feito em Israel.

Mas a ABC também informou na sexta-feira que a TSA está testando nova tecnologia de raios X que iria mostrar uma "imagem robusta" em vez de todo o corpo do passageiro.

(Reportagem de David Morgan)

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