EUA podem retomar combate no Iraque se preciso, diz comandante

O comandante dos Estados Unidos no Iraque disse que as forças de segurança iraquianas estarão prontas para a retirada das tropas norte-americanas no ano que vem, mas que os EUA podem retomar as operações de combate se necessário.

REUTERS

22 de agosto de 2010 | 13h50

O Pentágono pretende cortar as tropas no Iraque para 50 mil até 1o de setembro --comparado aos 176 mil homens no auge da organização das tropas após a invasão de 2003 e a derrubada do ditador Saddam Hussein.

As tropas norte-americanas permanecerão no Iraque com o papel de "aconselhar e ajudar" até o final de 2011, disse o general Raymond Odierno em entrevista transmitida neste domingo no programa "State of the Union", da CNN.

"Mas elas certamente terão a capacidade de proteger a si mesmas e, se necessário, conduzir... operações de combate se isso for necessário", disse Odierno, principal arquiteto do aumento das tropas no Iraque em 2007.

O general disse que a "insurgência está suprimida" e que, apesar da continuidade da violência, a situação geral de segurança no Iraque está melhorando, junto com a capacidade do Estado iraquiano proteger as pessoas e conduzir funções governamentais.

As tropas dos EUA, porém, poderiam voltar ao papel de combate se houver "um fracasso completo das forças de segurança" ou se as divisões políticas dividirem a polícia iraquiana.

"Mas nós não vemos isso acontecendo", afirmou Odierno.

Quando perguntado se a perspectiva de o Iraque se tornar uma ditadura militar é uma preocupação, Odierno disse à CBS: "Não é. As pessoas (no Iraque) querem estar envolvidas no processo democrático. Elas querem selecionar seus líderes."

O presidente Barack Obama planeja fazer um discurso na próxima semana sobre a redução das tropas no Iraque, disse uma autoridade do governo.

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