EUA podem tirar Coréia do Norte do 'eixo do mal' neste sábado

Fontes do governo dizem que Washington deve ceder para tentar salvar negociação para desarmamento nuclear

Reuters e EFE

11 de outubro de 2008 | 10h57

Os Estados Unidos planejam anunciar neste sábado, dia 11, que a Coréia do Norte será removida da lista de países que apóiam o terrorismo, em uma tentativa de salvar as negociações para o desarmamento nuclear do país asiático, segundo informaram fontes do governo americano.   Um funcionário disse sob anonimato que Pyogyang deu garantias de que permitirá a verificação de suas atividades nucleares. Segundo fontes diplomáticas, a saída da Coréia do Norte da lista teria caráter provisório e o país voltaria a ser incluído se Pyongyang não continuar o desmantelamento de seus programas nucleares e permitir o acesso dos inspetores internacionais. A decisão é tomada após uma série de intensas consultas nos últimos dias entre a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e os outros participantes das negociações multilaterais para o desmantelamento nuclear Coréia do Norte.   A medida seria impopular entre alguns republicanos conservadores, que consideram que os Estados Unidos estariam se rendendo à Coréia do Norte. O funcionário americano disse ainda que o principal representante dos EUA nas negociações, Christopher Hill, retornou do país com um rascunho de um documento que garante de verificação, incluindo elementos-chave que os norte-coreanos não estavam dispostos a abrir mão.   Funcionários de Relações Internacionais da Coréia do Sul não estavam disponíveis para comentar sobre a remoção do seu vizinho do norte da lista de nações que financiam o terrorismo, na qual também se encontram a Síria, Sudão, Irã e Cuba. A lista impõe uma série de sanções contra as nações mencionadas. Segundo as fontes, a decisão conta com o apoio de todo o governo dos EUA, incluído o próprio presidente, George W. Bush.   O ministro de Relações Exteriores da Coréia do Sul disse anteriormente que os Estados Unidos e a Coréia do Norte haviam mostrado flexibilidade, e que Seul esperava que chegassem a um acordo sobre o tema da verificação. A iniciativa de retomar o acordo se deu na época em que a Coréia do Norte intensificou esforços para reconstruir seu complexo nuclear de Yongbyon e proibiu a entrada de equipes de monitoramento internacionais. Se a Coréia do Norte não cumprir com as exigências de verificação, os Estados Unidos têm medidas preparadas, disse o funcionário, que não deu mais detalhes sobre alguma possível punição.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.