EUA prende mais de 200 em protestos contra a guerra do Iraque

A guerra vem se firmando como um dos principais assuntos da campanha eleitoral para a Casa Branca neste ano

Andy Sullivan, Reuters

20 de março de 2008 | 09h10

Mais de 200 pessoas foram presas em vários lugares dos Estados Unidos durante protestos pelo quinto aniversário da guerra do Iraque, na quarta-feira, 19. Os ativistas paravam o trânsito e tentavam obstruir o acesso a prédios públicos.  Veja também:Retirada do Iraque não pode comprometer avanços, diz BushGuerra do Iraque faz 5 anosOcupação do Iraque  Em Washington, 32 pessoas foram detidas ao tentar bloquear as entradas do Serviço de Arrecadação Interna (IRS, a Receita Federal dos EUA) e outras 30 foram presas diante de um anexo do Congresso, segundo a polícia. Os manifestantes queriam fechar o IRS para chamar a atenção para o custo da guerra. A polícia levou quase uma hora para liberar o acesso. Em San Francisco, tradicional reduto pacifista dos EUA, 143 pessoas foram presas ao longo da quarta-feira, 19, na Market Street, no centro comercial da cidade, por invasão de propriedade, resistência à prisão e obstrução do tráfego, segundo um porta-voz policial. Além disso, quatro mulheres foram detidas ao abrir um cartaz sobre a famosa ponte Golden Gate, mas acabaram sendo liberadas em seguida, segundo uma porta-voz da administração da ponte. No National Mall, em Washington, cerca de cem manifestantes portavam cartazes com os dizeres "A falta de fim justifica a falta de sentido" e agitavam bandeiras norte-americanas de ponta-cabeça. "Bush e Cheney, líderes fracassados, Bush e Cheney, seu lugar é na cadeia", gritavam eles, referindo-se ao presidente George W. Bush e a seu vice, Dick Cheney. Uma hora depois do impasse no IRS, dezenas de manifestantes agitavam, ao som de uma bandinha, cartazes com os dizeres "Parem de pagar para matar" e "Até quando?" Mas os funcionários do órgão tributário não tinham dificuldades para entrar. "Queríamos colocar nossos corpos entre o dinheiro e aquilo que o dinheiro financia --a guerra, a ocupação, as bombas", disse Frida Berrigan, uma das organizadoras do ato. Desde a invasão do Iraque, em março de 2003, a guerra já custou meio trilhão de dólares para os EUA. O conflito já matou dezenas de milhares de iraquianos, deixou milhões de refugiados e também levou à morte de quase 4.000 soldados dos EUA. A guerra vem se firmando como um dos principais assuntos da campanha eleitoral para a Casa Branca neste ano. (Reportagem adicional de Lisa Lambert e Donna Smith em Washington, Adam Tanner em San Francisco e Emily Chasan em Nova York)

Tudo o que sabemos sobre:
guerra do IraqueEUAprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.