EUA pressionam Rússia por livre acesso portuário à Geórgia

Os Estados Unidos vão pressionarurgentemente a Rússia para que garanta a livre navegação e oacesso aos portos da Geórgia, disse na quarta-feira o principalrepresentante do Departamento de Estado para a região, MatthewBryza. Ele disse também que a Rússia não deve mais participar demissões de paz no Cáucaso, pois se aliou aos separatistas daGeórgia, aonde a secretária de Estado Condoleezza Rice chega nasexta-feira para reiterar o apoio norte-americano. Bryza afirmou que a prioridade dela será promover medidaspor um cessar-fogo viável, a restauração da segurança, areabertura dos portos e o auxílio às pessoas desabrigadas peloconflito. A Rússia ocupou parte da Geórgia, inclusive a cidadeportuária de Poti (mar Negro), como reação à tentativageorgiana de recuperar o controle da região separatista daOssétia do Sul, que desde o começo da década de 1990 goza deautonomia sob a proteção de Moscou. "Precisamos garantir que a infra-estrutura georgiana detransporte permaneça aberta, não se restrinja a barcos russosno mar Negro ou blindados russos no porto de Poti, ou perto deGori [outra cidade da Geórgia ocupada pela Rússia]", disseBryza. "É simplesmente bizarro que forças navais estejambloqueando um país soberano e independente. Simplesmente nãoconsigo imaginar quem em sã consciência pode achar issoaceitável ou razoável". A cúpula militar russa disse que é legítima a presença de"forças de paz" russas em Poti e Gori, já que a mediaçãofrancesa estabelece que as forças de Moscou poderiam"implementar medidas adicionais de segurança" enquanto esperama chegada de monitores internacionais. A União Européia decidiu na quarta-feira enviar monitorespara supervisionar a trégua em vigor, mas muitos duvidam que aRússia abandone facilmente a região, pois ambas as repúblicasseparatistas estão firmemente sob seu controle. Moscou nega que esteja impedindo embarques petrolíferos,mas a estatal de petróleo do Azerbaijão acusou embarcaçõesmilitares russas de proibirem um navio-tanque com produtosazeris de zarpar de Poti na quarta-feira. Não há relatos de bloqueio naval em Batumi (sul), principalterminal georgiano de petróleo. A britânica BP teve de reduzir sua produção no Azerbaijãoporque uma subsidiária sua interrompeu o trânsito decombustíveis pela Geórgia, alegando questões de segurança.Fontes do setor estimam que até 1 milhão de barris por diaestejam deixando de chegar aos seus destinos.

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