EUA prevêem redução de aliados envolvidos no Iraque

Só um "punhado" de aliados dosEstados Unidos permanecerá no Iraque até o fim do ano, disse naterça-feira uma fonte de primeiro escalão do governo Bush. Essa fonte falou sob anonimato a jornalistas pouco depoisde o presidente George W. Bush apresentar um plano para aretirada de 8.000 soldados até fevereiro, deixando umadesocupação mais abrangente para seu sucessor. "Assim como reformulamos a estrutura de força dos EUA,vamos reformular a coalizão", disse essa fonte. "Vamos reduzirde cerca de 29 países para um punhado de países nos próximos 90dias aproximadamente." Bush diz que a retirada de 8.000 soldados da impopularguerra do Iraque é possível graças à recente redução daviolência por lá, mas deixou claro que uma redução maisambiciosa ameaçaria essa melhora. "A mesma lógica de 'volta com sucesso' será aplicada nospróximos meses à coalizão. Alguns desses contingentes são bempequenos -- dezenas de soldados -- e alguns são grandes como ocontingente britânico." Esse funcionário não quis citar países que saem ou ficam. "A razão é que queremos que o governo do Iraque emita essesconvites formalmente, de forma bilateral, para esse punhado depaíses", disse. "Então não queremos passar por cima do governodo Iraque aqui." Os EUA têm 146 mil soldados no Iraque. A Grã-Bretanha tem4.100. Nenhum outro país tem mais de mil soldados como parte dacoalizão no Iraque -- Cingapura, por exemplo, tem lá umExército de um homem só. Washington negocia com o governo iraquiano um acordo delongo prazo para regulamentar a presença militarnorte-americana no Iraque depois que expirar o atual mandato daONU, no final do ano. O premiê Nuri Al Maliki quer garantias de que as tropas dosEUA não ficarão por lá indefinidamente. O governo Bush, por suavez, reluta em aceitar um cronograma rígido para a retirada. Em discurso sobre o Iraque, Bush citou a retiradaaustraliana e a intenção polonesa de fazer o mesmo. "Muitasoutras nações da coalizão poderão concluir seus deslocamentospara o Iraque neste ano", disse ele. Mesmo a Grã-Bretanha já reduziu substancialmente suapresença. Outros países europeus, onde há forte sentimentopopular contra a guerra, também estão sob pressão para seretirar do Iraque.

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