EUA propõem venda de aviões de espionagem à Coreia do Sul

O governo Obama propôs formalmente uma controversa venda de aviões de espionagem não tripulados para ajudar a Coreia do Sul a melhorar sua defesa em caso de ataque da vizinha do norte, que possui fortes armamentos.

JIM WOLF, Reuters

25 de dezembro de 2012 | 19h36

Seul pediu uma possível venda, no valor de 1,2 bilhão de dólares, de quatro aviões RQ-4 "Global Hawk" com capacidades de vigilância adicionais, fabricados pela Northrop Grumman Corp, informou em comunicado a Agência de Cooperação para a Defesa e Segurança do Pentágono.

O relatório tinha data de segunda-feira, mas foi distribuído apenas nesta terça-feira.

A Coreia do Sul precisa de tais sistemas para assumir em 2015 a responsabilidade por investigações de inteligência, atualmente a cargo de uma força liderada pelos Estados Unidos, afirmou a agência de segurança em comunicado a parlamentares norte-americanos.

"A venda proposta dos RQ-4 manterá adequadas inteligência, vigilância e capacidades reconhecidas e assegurará que a aliança seja capaz de monitorar e deter ameaças em 2015 e além", informou o comunicado.

Os EUA acertaram entregar o comando militar a Seul nesta década. Os acontecimentos atuais tiveram base no papel norte-americano na Guerra das Coreias, entre 1950 e 1953, quando a Coreia do Norte foi repelida após tomar Seul.

Seul mostrou interesse nos aviões por pelo menos quatro anos. O sistema, similar ao do espião U-2, da Lockheed Martin Corp's, pode ser otimizado para examinar regiões mais amplas e alvos fixos ou móveis, de dia ou à noite, com ou sem nuvens.

Ele transmite imagens e outros dados a partir de 18.300 metros de altitude praticamente em tempo real, usando sensores eletro-ópticos, infravermelho e radar, construídos pela Raytheon Co.

A possível venda foi contida inicialmente por discussões envolvendo o preço, as configurações da aeronave e um atraso na disseminação de tal tecnologia por causa de um pacto de controle de armas que envolve 34 nações.

O Departamento de Defesa dos EUA começou a consultar o Congresso informalmente sobre a possível venda em meados do ano passado, mas depois se retirou das discussões para se aprofundar nos detalhes da possível negociação com Seul, em meio a crescentes preocupações dos legisladores.

A notificação formal do Congresso ocorre menos de duas semanas após o lançamento, por parte da Coreia do Norte, de um satélite atrelado a um foguete, o primeiro dos norte-coreanos e visto por muitos como um avanço no programa de mísseis.

Um comunicado da Casa Branca denunciou o lançamento em 12 de dezembro como um "ato altamente provocativo" e que haveria consequências pela violação de resoluções das Nações Unidas.

A Coreia do Norte está proibida de testar mísseis e tecnologia nuclear por uma sanção internacional.

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