Mustafa El-shridi/Efe
Mustafa El-shridi/Efe

EUA: protestos em Benghazi mostram que líbios não aceitarão tirania

Milícia islâmica se retirou da cidade neste sábado, em uma onda de raiva contra os grupos armados que controlam grande parte da Líbia

Reuters, Reuters

22 de setembro de 2012 | 17h55

Os Estados Unidos disseram neste sábado, 22, que a raiva contra as milícias islâmicas em Benghazi foi um sinal claro de que os líbios não estão dispostos a permitir o domínio do que eles chamaram de extremistas.

"É a opinião dessa administração que este é um sinal muito claro do povo líbio que eles não vão trocar a tirania de um ditador pela tirania da multidão", disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest.

"Isso também é uma indicação de que o povo líbio não está à vontade com o que dizem alguns extremistas e aqueles que defendem e praticam a violência para abafar as vozes e as aspirações do povo líbio."

A milícia islâmica Ansa al-Sharia se retirou de Benghazi na manhã de sábado, em uma onda de raiva contra os grupos armados que controlam grande parte da Líbia, mais de um ano depois da derrubada do ditador Muammar Kadafi.

Um porta-voz do grupo, que algumas autoridades americanas e libanesas culpam pelo ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, na semana passada, em que o embaixador e três outros americanos foram mortos, disse que tinha deixado suas bases para "preservar a segurança na cidade".

 

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