EUA querem 'avanço significativo' para negociar com Pyongyang

Os Estados Unidos estariam prontos para retomar as conversas multilaterais com a Coreia do Norte se o país asiático mostrar "indicações concretas" de que tentaria implementar um acordo de desarmamento nuclear datado de 2005, afirmou neste sábado o segundo diplomata mais importante dos EUA.

WILLIAM MACLEAN, CORRES, REUTERS

11 de setembro de 2010 | 10h34

O vice-secretário de Estado norte-americano, Jim Steinberg, disse em um encontro do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, em Genebra, que Washington é contra a retomada das conversas se não houver perspectivas de um progresso significativo.

"Temos de receber indicações concretas de que a Coreia do Norte está preparada e quer retornar as negociações para implementar seriamente seus compromissos do comunicado conjunto de setembro de 2005", afirmou, acrescentando que Washington procura um "significativo avanço" em vez de apenas conversas sem propósito.

As negociações, que foram realizadas pela última vez em 2008, envolvem as duas Coreias, a China, o Japão, a Rússia e os

EUA.

Washington vê a capacidade atômica da Coreia do Norte, que testou dispositivos nucleares em 2006 e 2009, como uma ameaça à Coreia do Sul e ao Japão, seus aliados, além de um risco para a proliferação de armas.

As relações entre EUA e Coreia do Norte pioraram desde que Barack Obama assumiu a Presidência norte-americana, e seus assessores expressaram preocupações sobre o afundamento, em 26 de março, da corveta sul-coreana Cheonan. Washington e outras nações culpam os norte-coreanos pelo incidente, mas Pyongyang nega envolvimento.

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