EUA ´querem Blair´ como enviado ao Oriente Médio

Primeiro-ministro britânico já teria discutido possível papel na região com presidente George W. Bush

Agências internacionais, Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h10

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que deixa o cargo na próxima semana depois de 10 anos no comando do Reino Unido, poderá se tornar um enviado ao Oriente Médio. De acordo com fontes da Casa Branca, o presidente americano, George W. Bush, gostaria que Blair fosse um enviado do chamado Quarteto - o grupo de mediadores de paz para o Oriente Médio formado por Estados Unidos, União Européia, Organização das Nações Unidas e Rússia. Um funcionário da Casa Branca disse que tanto o presidente Bush quanto a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, já mantiveram conversas preliminares com Blair sobre a possibilidade de exercer esse novo papel. Essa fonte afirmou inicialmente que não tinha qualquer comentário a respeito da reação de Blair a essa sugestão. No entanto, mais tarde, o funcionário da Casa Branca disse ao repórter Jonathan Beale, correspondente da BBC em Washington, que tanto Israel quanto os palestinos concordaram com a proposta. Segundo o correspondente da BBC, "o mais importante de tudo é que Tony Blair, ou seus assessores, concordaram com isso". "Parece que esse vai ser o próximo emprego de Tony Blair e parece que Tony Blair quer esse emprego. Essa é a mensagem que tenho recebido de fontes em Washington", disse Beale. No entanto, o repórter disse que a indicação de Blair para o posto ainda não está totalmente decidida e que o assunto deverá ser melhor debatido. O porta-voz oficial de Blair afirmou que há muitos boatos sobre o futuro do primeiro-ministro, a maior parte deles "incorretos". A idéia do novo cargo é que Blair auxilie os palestinos na formação de seu Estado, tratando de questões relacionadas à criação de instituições da sociedade civil. O funcionário da Casa Branca disse não saber se o presidente americano discutiu a idéia com os outros três membros do Quarteto. Há vários boatos sobre a indicação de Blair. Uma reportagem da rede de TV Al-Jazira disse que o primeiro-ministro britânico ocuparia a posição, que está vaga desde abril de 2006, quando o ex-presidente do Banco Mundial James Wolfensohn deixou o cargo. Conforme a porta-voz do governo de Israel, Miri Eisin, "integrantes do gabinete do primeiro-ministro israelense estão a par dessa idéia e o primeiro-ministro Ehud) Olmert apóia o primeiro-ministro Tony Blair e o seu contínuo envolvimento no Oriente Médio e no processo de paz". A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, afirmou que "obviamente o primeiro-ministro Blair tem sido muito ativo e profundamente envolvido nas questões relacionadas à paz no Oriente Médio durante todo o seu governo". Perino disse ainda que Bush e Blair conversam seguidamente. "Eu não me surpreenderia se eles tivessem conversado sobre o que o primeiro-ministro Blair gostaria de fazer quando seu mandato terminar, mas nós não temos nada a anunciar hoje."

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