EUA querem mais tropas no Afeganistão, diz secretário de Defesa

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse esperar que um aumento na quantidade de tropas norte-americanas no Afeganistão aconteça provavelmente no final da primavera (meados de 2009), pois seu comandante alertou que as forças afegãs precisarão de mais três ou quatro anos para liderar a luta no país. Gates, que visitou uma base da Otan em Kandahar, no sul do Afeganistão, nesta quinta-feira, criticou a ONU e a União Européia por não fazerem mais para ajudar a estabilizar o país. Há 65 mil homens de tropas internacionais no Afeganistão, incluindo mais de 30 mil dos Estados Unidos, lutando para combater a crescente violência insurgente, que alarma o governo de Washington e outras capitais do Ocidente. O general do exército norte-americano David McKiernan, comandante das forças da Otan e da maioria das tropas norte-americanas no Afeganistão, pediu mais quatro brigadas de combate e unidades de suporte -- totalizando mais de 20 mil homens. Uma dessas brigadas deve chegar ao país em janeiro. "Depois de janeiro, esperamos poder mandar outras duas equipes de combate até o final da primavera", disse Gates, que deverá ficar em seu cargo depois que o presidente eleito Barack Obama assumir o cargo no mês que vem, a jornalistas na base da Otan. A maioria das novas tropas deve se dirigir para o sul do Afeganistão, que protagoniza a onda de violência insurgente mais feroz. A capacidade de Washington de enviar mais tropas para o Afeganistão depende muito da possibilidade de retirar 150 mil soldados do Iraque, onde a segurança melhorou dramaticamente mas onde os comandantes acreditam que a situação continua frágil. Obama prometeu que o Afeganistão será uma de suas principais prioridades, dizendo que enviará mais tropas para o país. Sete anos depois que as forças lideradas pelos EUA derrubaram o governo Taliban no país em resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, tanto Gates quanto McKiernan disseram que um comprometimento de Washington e de seus aliados ainda será necessário durante alguns anos.

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