EUA querem melhor relação com América do Sul, apesar de Chávez

Os Estados Unidos buscam melhoresrelações com a América do Sul, apesar da agressividade dogoverno venezuelano, disse na segunda-feira o líder da maioriademocrata no Senado dos EUA, Harry Reid, durante visita aoParaguai. Reid lidera uma delegação bipartidária de sete membros queiniciou no fim de semana uma visita a Paraguai, Colômbia,Guatemala e México. "Entendemos que o presidente [da Venezuela, Hugo] Chávezesteve no mundo todo falando mal dos Estados Unidos e tambéminsultou o nosso próprio presidente, o nosso próprio país",disse Reid em entrevista coletiva no Congresso paraguaio. "Entretanto, olhamos nossos vizinhos do sul de modo aformar melhores relações. Queremos a influencia dos EstadosUnidos para integrar o Hemisfério Sul. Por isso estamos aqui." Chávez, que diz liderar em seu país uma revolução até osocialismo do século 21, já chamou o presidentenorte-americano, George W. Bush, de assassino, genocida, burroe diabo. "Nosso enfoque, e sempre dissemos, é que não importa o quefaz o sr. Chávez. O importante é que temos aqui uma boarelação, que estamos ajudando como podemos", disse por sua vezo embaixador dos EUA em Assunção, James Cason. Além de Reid, a delegação é formada também pelos senadoresdemocratas Jeff Bingaman, Kent Conrad, Byron Dorgan e RobertMenéndez e pelos republicanos Thad Cochran e Mike Crapo. Na terça-feira, os parlamentares visitarão a TrípliceFronteira, região -- que inclui Foz do Iguaçu -- onde os EUAsuspeitam haver atividade terrorista islâmica. "Queremos saber o que se fez no passado, o que se estáfazendo e o que mais se pode fazer. Queremos ter uma melhoridéia do que está acontecendo em temas como corrupção, também apossibilidade de que se formem organizações terroristas nessaárea. Nós queremos ser parte da solução, não parte doproblema", acrescentou o senador democrata. Em Assunção, a delegação visitou a residência oficial dopresidente Nicanor Duarte Frutos e também esteve comautoridades dos poderes Legislativo e Judiciário. (Por Mariel Cristaldo, texto de Daniela Desantis)

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