EUA querem mudar sistema prisional do Afeganistão

Maior autoridade militar do país pediu atenção aos maus tratos, o que estaria fortalecendo o Taleban

Associated Press,

20 de julho de 2009 | 16h06

O Pentágono estuda uma mudança na administração de prisões no Afeganistão, segundo publicou no domingo, 20, a edição digital do jornal americano The New York Times. Os militares suspeitam que os abusos e maus tratos nos prisioneiros, principalmente na prisão da base de Bagram, esteja fortalecendo o Taleban, que recruta os detidos.

 

O almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas dos EUA, a maior autoridade militar do país, enviou na semana passada uma mensagem confidencial a todos os chefes do serviço militar pedindo para redobrarem os esforços em alertar os responsáveis pelos prisioneiros para tratá-los da maneira correta.

 

O major-general Douglas M. Stone, do Exército americano, a quem se responsabiliza pelo sucesso nas reformas dos sistemas prisional e judicial no Iraque, foi nomeado para tomar à frente das mudanças no Afeganistão.

 

Segundo o jornal americano, as primeiras ordens do general Stone não foram tornadas públicas, mas dois oficiais do Exército disseram que elas recomendam a separação de detentos extremistas dos mais moderados.

 

Ainda segundo o New York Times, os planos incluiriam a construção de uma nova prisão financiada pelos EUA, mas administrada pelas autoridades afegãs, onde só ficariam o presos extremistas. Segundo os oficiais americanos, esses detentos estariam usando as prisões para treinar os mais moderados e transformá-los em combatentes.

 

Os presos mais moderados receberiam treinamentos vocacionais, além de aprenderem "islã moderado" no intuito de serem reinseridos na sociedade, disseram os oficiais sob condição de anonimato, já que o comunicado ainda não havia sido publicado.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAprisãoAfeganistãoMike Mullen

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.