EUA questionam declarações nucleares do Irã

Os Estados Unidos não acreditam que o Irã consiga de fato enriquecer urânio com o grau de pureza que o país diz ser capaz, afirmou na quinta-feira o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs.

REUTERS

11 de fevereiro de 2010 | 19h08

"O Irã tem feito uma série de declarações...baseadas na política, não na física", disse Gibbs.

Horas antes, o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse em um evento por ocasião do aniversário da Revolução Islâmica de 1979 que o Irã já é capaz de enriquecer urânio a mais de 80 por cento, aproximando-se do grau que especialistas dizem que é necessário para uso em armas.

Nesta semana, o Irã anunciou que começou a enriquecer urânio a 20 por cento, para uso em um reator de pesquisas.

Gibbs disse também que o Google e outros serviços da Internet foram "desligados" no Irã. P.J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado, afirmou que o Irã parece desejar um bloqueio "quase total" no fluxo de informações dentro do país.

Ele afirmou ter recebido relatos de que a rede de telefones, as mensagens de texto, as TVs por satélite e a Internet estariam grampeadas.

Uma fonte ligada à Microsoft disse que a empresa não notou nenhuma alteração no seu serviço de emails Hotmail no Irã.

(Reportagem de Ross Colvin, Bill Rigby e Arshad Mohammed)

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