EUA rechaçam infiltração da CIA em petrolífera da Bolívia

A embaixada dos Estados Unidos na Bolívia rechaçou energicamente nesta quarta-feira a denúncia do presidente Evo Morales de que a CIA havia infiltrado um agente envolvido em um caso de corrupção na petrolífera estatal YPFB, em mais um episódio de atrito entre os dois países. A reação norte-americana ocorreu um dia após o mandatário boliviano dizer que a suposta infiltração da agência de inteligência dos Estados Unidos tinha o objetivo de frustrar o processo de nacionalização do setor de hidrocarbonetos, iniciado em 2006. "Rechaçamos essa nova acusação sem fundamento e sem prova alguma. Lamentamos essa nova tentativa de usar os Estados Unidos como uma ficha nos assuntos internos da Bolívia", disse a conselheira para assuntos públicos da embaixada, Denise Urs, em declaração distribuída por correio eletrônico. O novo atrito ocorre apenas alguns meses após Morales expulsar o embaixador norte-americano em La Paz e ordenar a saída da agência antidrogas DEA, por supostamente dar apoio a um movimento de subversão da oposição conservadora. Morales disse na terça-feira, em um programa de rádio realizado na região produtora de coca do Chapare, que a CIA ofereceu treinamento durante vários anos a um policial boliviano, Rodrigo Carrasco. Ele trabalhou como agente norte-americano no Iraque e chegou ao posto de gerente de comercialização da YPFB. (Reportagem de Carlos Alberto Quiroga)

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